A Lojas Marisa, uma das marcas mais tradicionais do varejo brasileiro, atravessa um momento decisivo em sua história de quase 80 anos. Após fechar unidades e enxugar custos, a empresa tenta agora recuperar sua essência.

Sob o comando de Edson Garcia, a varejista foca na rentabilidade e no atendimento direto à mulher da classe C. O objetivo é provar que a marca ainda tem fôlego para competir em um mercado cada vez mais agressivo.

Além da reestruturação interna, a companhia lida com a pressão das gigantes asiáticas e as mudanças tributárias recentes no país, conforme divulgado pelo Estadão.

A virada operacional e o fim do modo de sobrevivência

Para Edson Garcia, o pior momento da crise já passou. Ele afirma que a empresa mudou muito desde 2024, passando por um forte ajuste de estrutura e busca por maior rentabilidade operacional em suas unidades remanescentes.

O CEO destaca que, embora os juros altos ainda pressionem o caixa, o operacional está avançando de forma consistente. Segundo ele, resolvendo a estrutura de capital, a Marisa terá completado seu processo de virada operacional.

O retorno às origens e o foco na classe C

O reposicionamento da marca é um pilar central dessa nova fase. A ideia é voltar a focar na mulher da classe C, oferecendo moda com custo-benefício e aproveitando a força do slogan de mulher para mulher, que marca a história da rede.

Hoje, mais de 70% dos colaboradores da empresa são mulheres, o que reforça a identidade da marca. A estratégia inclui ajustes em preços, estilo e mix de produtos para garantir que a cliente tradicional se sinta representada nas lojas.

Como a varejista encara a concorrência das blusinhas

Sobre a polêmica taxa das blusinhas, Garcia acredita que a Marisa está bem posicionada. Ele afirma que os preços da rede estão muito parecidos com os das plataformas digitais internacionais, com a vantagem do acesso imediato.

“A cliente entra na loja, toca na peça, prova, leva na hora e, se precisar, troca com facilidade”, explicou o executivo. Para ele, o orçamento apertado faz com que o consumidor prefira evitar o risco de errar na compra online.

A situação financeira e o mercado de ações

Financeiramente, o desafio ainda é grande, já que a empresa acumula prejuízos desde 2019. Contudo, a estratégia atual foca em usar créditos tributários para compensar impostos e reduzir o endividamento total no longo prazo.

Mesmo com as ações negociadas em valores baixos, Garcia descarta o fechamento de capital. O plano é aumentar a parcela de ações em circulação no mercado assim que os resultados operacionais apresentarem uma melhora sólida.

A fonte original desta notícia é o Estadão e você pode conferir o conteúdo completo no link original.

You May Also Like
Presidente da Febraban tomou R$ 5,5 milhões em empréstimo do Master

Presidente da Febraban fez empréstimo milionário no Banco Master? Descubra o que diz o processo!

Operação de R$ 5,5 milhões envolvendo Isaac Sidney aparece em lista de processo judicial sobre o banco.
Amazon vai investir US$ 5 bilhões em capital na startup de IA Anthropic

Amazon investirá US$ 5 bilhões na startup de IA Anthropic e planeja aporte de até US$ 20 bilhões em parceria de 10 anos com AWS

Amazon amplia investimento em IA ao apostar R$ 25 bilhões na Anthropic e fechar contrato de 10 anos com a AWS
Avibrás anuncia retomada da produção de foguetes, mísseis e veículos após 4 anos

Avibrás retoma produção de mísseis e foguetes em São José dos Campos após fim de greve e reestruturação financeira sob nova gestão da Avibrás Aeroco

Empresa brasileira de defesa volta às atividades operacionais com injeção de capital privado e foco em contratos estratégicos para o Exército e Força Aérea
Uma política de desenvolvimento regional à altura da Amazônia

Amazônia: Por que só combater o desmatamento não basta? Descubra o plano para salvar a floresta!

Novo plano para a Amazônia sugere “rematamento” de áreas degradadas para impulsionar a bioeconomia.