O presidente Luiz Inácio Lula da Silva oficializou suas diretrizes para a campanha de reeleição em 2026, focando em pilares econômicos estratégicos. O documento detalha as principais metas para o futuro do país.

Entre os destaques, o programa reforça a manutenção de regras fiscais rígidas, mas propõe um embate direto contra o atual sistema de emendas. A proposta busca mudar a aplicação do dinheiro em obras regionais.

O texto também defende uma revisão profunda em pautas trabalhistas e na sustentabilidade do sistema previdenciário, visando atrair diversos setores da sociedade, conforme divulgado pelo Estadão.

Plano de governo de Lula foca em estabilidade e novas regras para emendas parlamentares

Manutenção do arcabouço fiscal e controle de gastos

O documento finalizado pela campanha reafirma o compromisso com o arcabouço fiscal atual. A meta é garantir que o crescimento das despesas seja controlado, permitindo uma redução dos juros e inflação sob vigilância.

Apesar de debates internos sobre os limites de gastos, o plano não detalha revisões específicas na regra. “O resultado fiscal virá da retomada do crescimento econômico e do controle do gasto primário”, afirma o texto.

A proposta foca em investir na melhoria da eficiência pública e na promoção de justiça tributária. O governo quer combater privilégios e distorções para manter as contas em dia sem prejudicar os investimentos sociais.

Fim do orçamento secreto e novas regras parlamentares

Lula pretende enfrentar o sistema de emendas parlamentares, classificando-o como uma distorção grave. No Orçamento de 2026, esses recursos somaram R$ 50 bilhões, consumindo um quinto das verbas livres do Executivo.

A crítica principal recai sobre as emendas impositivas e o orçamento secreto. Segundo o plano, essas práticas sequestram o orçamento público, dispersam os recursos federais e reduzem a eficiência das políticas de estado.

O governo propõe destinar o dinheiro das emendas para o orçamento participativo. Nesse modelo, a própria população escolheria como aplicar os recursos, enfrentando a resistência de deputados e senadores no Congresso.

Mudanças na Previdência e o fim da escala 6×1

Na área social, a proposta mantém o ganho real do salário mínimo e busca ampliar o acesso à Previdência Social. O governo planeja diversificar as fontes de custeio para reduzir o endividamento público do setor.

Outro ponto central é o apoio à redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, visando o fim da escala 6×1. O texto, que já tramita no Legislativo, é uma das grandes apostas para o próximo mandato do petista.

Lula também quer regulamentar o trabalho por aplicativo. O objetivo é garantir que motoristas e entregadores tenham financiamento da previdência social e cobertura para casos de acidentes, maternidade ou incapacidade.

A fonte original é o Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.

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