O cenário econômico brasileiro para os próximos anos começa a ser desenhado com as propostas dos principais nomes na política nacional. Lula e Flávio Bolsonaro já indicam caminhos para temas sensíveis, como a redução de impostos sobre a folha de pagamento.
Os cinco maiores setores produtivos do país, preocupados com o custo do crédito e a produtividade, entregaram suas demandas prioritárias. O foco central é criar um ambiente mais favorável para o crescimento e para a geração de empregos.
Entre os pleitos estão a mitigação dos efeitos de mudanças na escala de trabalho e o combate ao crime organizado, que afeta a concorrência leal. As informações detalhadas foram publicadas, conforme divulgado pelo Estadão.
O que Lula e Flávio Bolsonaro propõem para a economia e o mercado
A pesquisa da Confederação Nacional da Indústria revela que 29% dos empresários priorizam a redução de impostos e a reforma tributária. O equilíbrio fiscal e a melhoria da gestão pública também aparecem como urgências para o próximo mandato.
Sobre a desoneração da folha, Fernando Haddad afirmou que os custos atuais são muito elevados. Ele destacou a cota patronal paga ao INSS como um ponto que deve entrar na próxima agenda de reformas, independente de quem vencer.
Já Flávio Bolsonaro defende publicamente a diminuição dos tributos sobre a folha para compensar possíveis mudanças na jornada de trabalho. A ideia é aliviar o peso financeiro sobre o empresariado e garantir a manutenção dos empregos.
Indústria foca em redução de impostos e juros
Para o presidente da CNI, Ricardo Alban, o país não pode conviver com juros estratosféricos e excessos de gastos públicos. Ele defende a autonomia do Banco Central e maior concorrência bancária para baixar o custo do crédito nacional.
“A sociedade brasileira espera respostas para termos um País mais justo, com mais oportunidades e menos desigualdade, mas ao mesmo tempo não pode conviver com riscos de manutenção de juros estratosféricos”, declarou Ricardo Alban.
Comércio e serviços temem custos com nova jornada
No setor de serviços, a CNC foca na modernização do direito empresarial e na preservação da liquidez. A entidade observa com cautela o fim da escala 6×1, temendo impactos diretos na velocidade de contratações e nos preços finais.
José Roberto Tadros, presidente da CNC, afirmou que o impacto dependerá da adaptação das empresas. Ele prevê um período de maior pressão sobre os custos operacionais, com necessidade de reorganização das equipes e possíveis repasses aos preços.
Agronegócio pede planejamento de longo prazo
O agronegócio, representado pela Abag, solicita uma estratégia de investimentos de longo prazo. O setor busca previsibilidade em logística e infraestrutura, com planos que ultrapassem o horizonte de cinco anos para atrair capital privado.
“Nosso pleito é que se trabalhe de uma forma plurianual, que pode ser um horizonte de cinco anos para frente”, diz o presidente da Abag, Ingo Plöger, reforçando que qualquer infraestrutura leva tempo até a sua execução final.
Construção civil alerta para aumento de custos
Na construção civil, a mudança na jornada de trabalho preocupa pelo aumento direto de custos. Vinicius Benevides, da CBIC, estima que a redução da jornada pode elevar em até 10% o custo total das obras em todo o território nacional.
A entidade também coloca o equilíbrio fiscal entre as prioridades absolutas. Para a construção, a redução do custo de capital depende da sustentabilidade das contas públicas, maior eficiência do Estado e uma reforma administrativa profunda.
A fonte original desta notícia é o Estadão, e você pode conferir a matéria completa em: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo







