O mercado global de tecnologia vive uma transformação profunda com a chegada de uma nova forma de conexão móvel. Gigantes como Amazon e Starlink estão despejando bilhões de dólares para dominar o espaço.
Essa inovação, chamada de tecnologia D2D, promete levar sinal de alta velocidade diretamente para os aparelhos celulares, sem a necessidade de equipamentos extras no solo, como antenas ou roteadores caros.
O Brasil se tornou peça central nessa estratégia, recebendo autorizações e pedidos oficiais para operar essas redes em todo o território nacional, conforme divulgado pelo Estadão.
Revolução da internet por satélite no Brasil
Gigantes globais disputam o mercado nacional
A Amazon recentemente concretizou a compra da Globalstar por US$ 11,6 bilhões, cerca de R$ 58 bilhões. Com isso, a empresa entra com força total na oferta de conexões diretas para dispositivos móveis.
Já a Starlink, liderada por Elon Musk, não ficou atrás e investiu US$ 17 bilhões na aquisição da Echostar. A empresa já protocolou um pedido oficial junto à Anatel para operar o serviço no Brasil.
Além delas, a AST SpaceMobile também recebeu sinal verde da Anatel. Segundo Rodrigo Gebrim, chefe de Assuntos Internacionais da empresa, o objetivo é firmar parcerias com operadoras locais até o próximo ano.
Tecnologia D2D dispensa o uso de roteadores
Diferente da internet por satélite tradicional, que atua como banda larga fixa, o modelo D2D atrai consumidores por sua praticidade. Ele permite o uso de internet em qualquer lugar, sem depender de torres.
Segundo Mauro Wajnberg, presidente da Abrasat, “o D2D está saindo de algo experimental para algo mais comercial. Tem mais de uma dezena de países já utilizando o D2D. Tem algo realmente mudando nessa dinâmica”.
A tecnologia é ideal para situações de emergência e desastres naturais, onde a infraestrutura terrestre costuma sofrer panes. O sistema garante que o usuário permaneça conectado mesmo em locais de difícil acesso.
O impacto da conectividade em áreas remotas
Para Carlos Baigorri, presidente da Anatel, a novidade é uma solução fenomenal para resolver o problema da conectividade. Ele destaca que a extensão territorial do Brasil torna impossível cobrir tudo via solo.
O governo federal também vê o avanço com otimismo para a inclusão digital. A tecnologia pode ser usada em políticas públicas, segurança civil e até em rodovias federais que hoje sofrem com a falta de sinal.
O diretor Juliano Stanzani afirma que a preocupação central é a inclusão. Ele acredita que estimular a concorrência no setor de internet por satélite garante soberania digital e mais segurança para o setor público.
A fonte original desta notícia é o Estadão, e você pode conferir a matéria completa em: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo







