A revolução tecnológica está mudando o cenário global de contratações de forma acelerada. Enquanto muitos temem a substituição, outros encontram novas formas de atuar no crescente setor digital atual.
Cidades como Karur, na Índia, estão se tornando polos de uma atividade essencial para o futuro das máquinas, conectando milhares de jovens ao desenvolvimento de sistemas inteligentes de nível mundial.
Esse novo mercado mostra que a intervenção humana ainda é vital para o sucesso das máquinas e o refinamento de softwares, conforme divulgado pelo Estadão.
O impacto da Inteligência Artificial na criação de novas oportunidades de trabalho
Em Karur, no sul da Índia, centenas de jovens circulam com crachás de empresas de tecnologia. Eles atuam como anotadores de dados, corrigindo erros e identificando pontos cegos em modelos avançados.
Aiswarya Palaniswamy, de 25 anos, é uma dessas profissionais. Ela acredita na resiliência da função e afirma que “Sempre haverá dados. Sempre haverá informações”, enquanto analisa vídeos de robôs humanoides.
Os salários variam entre US$ 210 e US$ 260 mensais, um valor considerado confortável na região. O trabalho ajuda a aprimorar carros autônomos, robôs domésticos e sistemas de varejo modernos e automatizados.
A ascensão estratégica dos anotadores de dados
Ravi Rajalingam, fundador e CEO da Objectways, ressalta a mudança de patamar do país. Ele afirma que “A Índia deixou de ser o escritório de apoio do mundo”, focando agora em um trabalho técnico especializado.
A empresa emprega 2.600 pessoas, sendo que centenas foram contratadas apenas no último mês. O objetivo é processar milhares de horas de vídeo que servirão de base para o aprendizado de máquinas sofisticadas.
Mesmo cargos que não exigem formação em engenharia permitem que os funcionários aprendam sobre modelos de IA. Muitos progridem na carreira, assumindo supervisões de grandes equipes e projetos internacionais.
O papel humano no treinamento de robôs físicos
O treinamento envolve repetir tarefas domésticas simples diante de câmeras robóticas. Hari Prasad, engenheiro de 25 anos, diz que “Precisamos de um homem para treinar o robô”, com muito otimismo sobre o futuro.
Os funcionários observam vídeos quadro a quadro para garantir que o robô desempenhe sua tarefa corretamente. Isso inclui desde pegar pratos até desenroscar tampas de garrafas em cozinhas experimentais da empresa.
Essa interação humana é a base de segurança inteligente para a inteligência artificial. Sem essa revisão cuidadosa, os dispositivos robóticos teriam dificuldade em realizar tarefas que humanos fazem intuitivamente.
Desafios e o futuro econômico da tecnologia na Ásia
Estima-se que a anotação de dados injete US$ 10 bilhões na economia indiana até 2030. No entanto, o governo local busca transitar para funções de maior valor agregado para evitar que os empregos se tornem obsoletos.
O país, considerado por analistas como retardatário no setor, anunciou recentemente um plano de US$ 1,25 bilhão para fomento. A ideia é criar aplicativos nacionais para que o impacto econômico da tecnologia seja ainda maior.
Empresas e profissionais já estão pagando o preço por terem ignorado a revolução digital no passado. Agora, a meta é usar a vasta população jovem para liderar setores onde o conhecimento humano específico é exigido.
A fonte original desta notícia é o Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo, e você pode conferir a matéria completa em: https://www.estadao.com.br/economia/onde-a-ia-esta-criando-empregos-para-humanos-por-enquanto/







