O impacto da inteligência artificial na demanda por infraestrutura
O avanço da inteligência artificial generativa está transformando o cenário tecnológico global e colocando o Brasil no centro de uma nova oportunidade econômica estratégica para o setor.
Essa movimentação cria um mercado bilionário para os centros de processamento, conhecidos como data centers, que são essenciais para hospedar servidores e sistemas de armazenamento de grande escala.
Apesar do otimismo, o setor enfrenta gargalos significativos em relação à energia elétrica e aos altos custos de implementação em território nacional, conforme divulgado pelo Estadão.
A explosão do consumo de energia e a IA generativa
Os data centers são instalações físicas que concentram servidores e redes responsáveis por processar grandes quantidades de informação. A escala dessa infraestrutura mudou devido à IA generativa.
Modelos generativos exigem maior capacidade de processamento para treinar pessoal, armazenar informações e responder aos usuários, o que demanda mais equipamentos especializados e energia elétrica.
O consumo global dessas instalações deve chegar a 565 terawatts-hora (TWh) em 2026, uma alta de 26%. Para efeito de comparação, o consumo total de energia no Brasil em 2025 foi de 567 TWh.
Investimentos bilionários e a posição do Brasil no mercado
A Brasscom estima que o país pode atrair US$ 92 bilhões em investimentos em infraestrutura e equipamentos até 2031, aproveitando o crescimento acelerado da inteligência artificial no mercado.
Atualmente, o Brasil já é o principal mercado de data centers da América Latina, detendo 48% da capacidade instalada, com mais de 200 unidades em operação em diversas regiões do território.
Apesar dessa liderança regional, ainda existe uma dependência considerável de infraestrutura localizada no exterior, o que reforça a necessidade de expansão interna para garantir soberania digital.
Os custos de construção e o projeto Redata
Um dos maiores entraves é o custo. Pelos cálculos da Brasscom, a construção de um data center de grande porte no Brasil pode custar, em média, 34% a mais do que nos Estados Unidos atualmente.
Essa diferença ocorre pela alta tributação sobre equipamentos de tecnologia. Para resolver isso, o Senado Federal analisa o projeto do Redata, que cria um regime especial de tributação para o setor.
A preocupação atual vai além de atrair novas unidades, focando em quanta energia, água e infraestrutura o Brasil consegue oferecer para manter esses gigantes tecnológicos em pleno funcionamento contínuo.
A fonte original desta notícia é o Estadão, e você pode conferir os detalhes no link oficial: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.







