A escalada dos conflitos no Oriente Médio está gerando uma onda de choque que atinge diretamente a economia do planeta. O cenário atual já é considerado o mais fraco para o crescimento global desde o fim da pandemia.

Com a interrupção de rotas comerciais e a instabilidade no Estreito de Ormuz, os preços de itens básicos como combustíveis e fertilizantes estão em uma montanha russa perigosa, afetando o bolso do consumidor.

O impacto nas cadeias de suprimentos está forçando bancos centrais a manterem juros altos para conter a carestia, conforme divulgado pelo Estadão.

Entenda como a inflação e os juros altos moldam o novo cenário econômico

O Banco Mundial reduziu suas projeções de crescimento global, prevendo que a economia desacelere para 2,5% em 2026, uma queda em relação aos 2,9% registrados em 2025. Se o conflito se intensificar, o crescimento pode cair para 1,3%.

A instituição projeta que a inflação global subirá para 4% em 2026. Esse aumento é impulsionado por uma alta de 22% nos preços das commodities, que anteriormente tinham previsão de queda, mas foram afetadas pela guerra.

Tensões políticas e ameaças ao mercado de petróleo

O cenário político também contribui para a incerteza. Recentemente, Donald Trump ameaçou novos ataques ao Irã e a tomada de controle de sua infraestrutura energética, comparando a situação com intervenções anteriores.

Em uma postagem nas redes sociais, ele afirmou: “Em algum momento, num futuro não muito distante, tomaremos a Ilha de Kharg e outros pontos da infraestrutura petrolífera, e assumiremos o controle total de seus mercados de petróleo e gás”.

Reação dos bancos centrais e resiliência dos EUA

O Banco Central Europeu foi o primeiro a elevar as taxas de juros após o início dos bloqueios no Estreito de Ormuz. Na zona do euro, a inflação atingiu 3,2% em maio, puxada pelos custos elevados de energia.

Nos Estados Unidos, a economia tem se mostrado resiliente graças à inteligência artificial e à produção doméstica de petróleo. Mesmo assim, o Índice de Preços ao Consumidor subiu para 4,2% em maio, o ritmo mais rápido desde 2023.

Oportunidades em meio aos desafios globais

Apesar do cenário pessimista, economistas acreditam que o momento exige reformas. O Banco Mundial alerta que a redução de investimentos pode gerar uma desaceleração perigosa nas contratações e no desenvolvimento de novas tecnologias.

Ayhan Kose, economista chefe adjunto do Grupo Banco Mundial, afirmou que “este momento deve ser aproveitado para fortalecer as estruturas de políticas, investir em infraestrutura e mobilizar capital privado para apoiar a criação de empregos”.

A fonte original é o Estadão.

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