A farmacêutica brasileira Ana Helena Ulbrich alcançou um feito histórico ao ser a única representante do país na lista da revista Time sobre as 100 pessoas mais influentes em inteligência artificial no mundo.
Ao lado de seu irmão, Henrique Dias, ela desenvolveu a NoHarm AI, uma ferramenta inovadora que analisa prescrições médicas para evitar erros fatais e agilizar o trabalho em hospitais de grande porte.
O projeto, que já impacta a vida de mais de 4 milhões de pessoas, é oferecido gratuitamente para unidades do SUS e será um dos destaques do Rio Innovation Week, conforme divulgado pelo Estadão.
Como a NoHarm AI utiliza inteligência artificial para transformar a segurança do paciente e apoiar o SUS
A ideia surgiu em 2017, quando Ana trabalhava no Hospital Nossa Senhora da Conceição, em Porto Alegre. Com mais de mil prescrições diárias para poucos profissionais, o risco de erros passarem batidos era constante.
Seu irmão, então doutorando em IA, transformou essa dor em tecnologia. O sistema analisa o histórico e os dados dos pacientes, atribuindo uma nota de risco que prioriza o que o farmacêutico deve conferir com urgência.
Tecnologia brasileira que combate o erro humano nos hospitais
Diferente de ferramentas que criam textos, a NoHarm utiliza o processamento de linguagem natural para detectar padrões fora do comum. Isso evita as famosas alucinações da tecnologia, garantindo segurança extrema na saúde.
“Eu tinha a impressão de que sempre existia um risco de um erro passar despercebido”, revelou Ana Helena. Hoje, a plataforma já ultrapassou o marco de 5 milhões de prescrições avaliadas todos os dias em mais de 200 hospitais.
Modelo de negócio social e sustentabilidade financeira
O Instituto de Inteligência Artificial na Saúde opera de forma única. A ferramenta é gratuita para o sistema público, enquanto hospitais privados pagam pelo uso. Doações de investidores sociais também mantêm a operação.
A fundadora destaca que o foco nunca foi apenas o lucro, mas a utilidade real. “Como nosso propósito era entregar isso de graça para o SUS, nossa solução não fazia muito sentido para investidores tradicionais”, explicou ela.
O futuro da medicina e a doação de órgãos com auxílio da IA
O próximo passo é o NoHarm Doadores, projeto que ajudará a identificar rapidamente potenciais doadores de córnea em Goiás. A agilidade é crucial, já que o processo deve ocorrer em até seis horas após o óbito.
Sobre o futuro, Ana é categórica ao dizer que a tecnologia serve para qualificar o médico, não para substituí-lo. “Eu não vejo a IA tomando a decisão sozinha, tem de ter um profissional com olhar crítico sobre o que está sendo feito”.
A fonte original é a [Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo] e você pode ler a matéria completa no link: https://www.estadao.com.br/economia/negocios/tecnologia-deve-apoiar-medicos-e-nao-substitui-los-diz-criadora-de-plataforma-de-ia-na-saude/







