Oriente Médio: 5 fatores que explicam por que região é associada a guerras e instabilidade política
Colunista do Estadão detalha questões históricas, sociais e religiosas em mais um episódio do ‘Fronteiras’. Crédito: Rodrigo da Silva/Estadão
A economia mundial enfrenta uma “grave ameaça” diante da crise energética provocada pela guerra no Oriente Médio, e “nenhum país será imune” aos seus efeitos, afirmou nesta segunda-feira, 23, o diretor da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol.
Em discurso no Clube Nacional de Imprensa, em Camberra, na Austrália, Birol comparou o cenário atual às crises do petróleo da década de 1970, agravadas por conflitos na região, e também mencionou o impacto da invasão russa da Ucrânia, em 2022.
“A economia mundial enfrenta hoje uma ameaça muito, muito grave, e espero sinceramente que o problema seja resolvido em breve”, disse. “Nenhum país será imune aos efeitos dessa crise se ela continuar avançando nessa direção. Portanto, são necessários esforços em escala global.”

Diretor da agência diz que crise energética já supera choques do petróleo dos anos 1970 Foto: Lee Celano/Reuters
A declaração ocorre no início da quarta semana do conflito no Oriente Médio, iniciado em 28 de fevereiro após ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. Desde então, Washington e Teerã trocaram ameaças de atingir instalações energéticas.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou a dar um prazo de 48 horas para que o Irã reabrisse o estreito de Ormuz, praticamente bloqueado desde o início da guerra. Cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás natural passa pela rota estratégica.
Segundo Birol, a perda atual de oferta global já supera a registrada nas crises dos anos 1970. “Em cada uma delas, o mundo perdeu cerca de 5 milhões de barris de petróleo por dia. Hoje, estamos falando de 11 milhões de barris por dia — mais do que os dois grandes choques juntos”, afirmou.
Ele acrescentou que ao menos 40 infraestruturas energéticas em nove países da região foram “gravemente ou muito gravemente danificadas” desde o início do conflito./AFP
Fonte: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo







