O presidente Luiz Inácio Lula da Silva oficializa nesta terça-feira, 19, em São Paulo, o lançamento do programa Move Aplicativos. A medida disponibiliza R$ 30 bilhões em recursos públicos destinados a facilitar o financiamento de veículos para motoristas de aplicativos e taxistas, conforme divulgado pelo Estadão.

O anúncio ocorre em um momento estratégico, após o governo enfrentar dificuldades na tramitação da regulamentação da categoria no Congresso. A nova linha de crédito surge como uma ferramenta para aproximar o Planalto de um setor que possui forte relevância na mobilidade urbana e na economia nacional.

A iniciativa, que faz parte de um pacote de estímulos à economia, oferece taxas de juros abaixo da Selic, carência de até seis meses e prazos de pagamento de até 72 meses. O objetivo é permitir que profissionais renovem suas frotas ou obtenham capital de giro para a manutenção dos automóveis.

Condições do programa e impacto para os motoristas

O Move Aplicativos traz facilidades financeiras significativas para quem utiliza o veículo como fonte principal de renda. Com o suporte de R$ 30 bilhões, o governo pretende impulsionar a aquisição de carros, atendendo a uma demanda expressiva identificada entre os trabalhadores do setor.

Estudos indicam que 87% dos condutores de aplicativos desejam comprar ou trocar de veículo nos próximos anos, sendo que a grande maioria planeja recorrer a financiamentos. A expectativa é que, com prazos de até 72 meses e juros reduzidos, o programa estimule a atividade econômica e a renovação da frota urbana.

Dificuldades na regulamentação da categoria

O lançamento ocorre após um período de frustração legislativa. O governo tentou avançar com propostas que incluíam pisos de serviços e adicionais por quilometragem, mas o texto perdeu fôlego no Congresso. O Planalto avalia que a falta de consenso entre empresas e trabalhadores travou as discussões.

Devido à proximidade das eleições e à influência do lobby dos grandes aplicativos, o governo aponta que a votação definitiva da regulamentação tornou-se inviável no curto prazo. Assim, o foco do Palácio do Planalto se volta para ações de crédito direto para o motorista.

O alerta da indústria nacional sobre os importados

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) enviou um ofício ao governo manifestando preocupação com a inclusão de veículos importados no programa. A entidade defende que os recursos do BNDES devem priorizar a produção nacional para evitar o enfraquecimento do setor.

De acordo com a associação, incentivar importados pode reduzir o efeito multiplicador na economia brasileira. A Anfavea sugere que, se os importados forem incluídos, sejam definidos limites claros de uso dos recursos para garantir que o fomento beneficie, sobretudo, a indústria e o emprego gerado no País.

A fonte original é o Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.

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