O mercado de automóveis no Brasil acaba de receber uma notícia importante que mexe com o planejamento de quem busca sustentabilidade. A Camex decidiu manter benefícios para a vinda de modelos eletrificados.

Essa movimentação acontece em um momento de transição energética no país, onde as fabricantes tentam equilibrar a produção local com a necessidade de importar componentes e tecnologia de ponta de fora.

A renovação das cotas gera um novo fôlego para montadoras que estão se instalando em solo nacional, como a BYD, garantindo fôlego financeiro, conforme divulgado pelo Estadão.

Imposto de importação de carros elétricos e a nova decisão da Camex

Renovação de cotas para modelos desmontados

A Câmara de Comércio Exterior, a Camex, renovou por mais seis meses a cota de importação com alíquota zero para veículos elétricos e híbridos desmontados ou semidesmontados. O valor total chega a US$ 463 milhões.

Essa medida foca nos modelos conhecidos como CKD e SKD, que são trazidos em partes para serem finalizados no Brasil. O governo havia deixado essas cotas expirarem em janeiro, mas decidiu retomar o incentivo agora.

Anfavea aponta riscos para investimentos no Brasil

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, a Anfavea, não recebeu bem a novidade. A entidade afirma que o benefício pode representar uma ameaça direta à indústria local e aos planos futuros.

Igor Calvet, presidente da associação, destacou que o retorno das cotas coloca em risco investimentos bilionários. Segundo ele, as montadoras planejam aplicar cerca de R$ 140 bilhões no parque industrial brasileiro.

BYD defende isenção como transição necessária

Por outro lado, a gigante chinesa BYD defende que a isenção é fundamental. Para a empresa, a cota faz parte de um entendimento com o governo para viabilizar a sua nova fábrica localizada em Camaçari, na Bahia.

Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da marca, explicou que o mecanismo funciona como um importante instrumento de transição. O objetivo é permitir que a produção evolua até atingir um maior conteúdo nacional.

A fonte original desta notícia é o Estadão, e você pode conferir todos os detalhes na matéria completa através do link: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.

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