O governo do Distrito Federal está mobilizado em encontrar uma saída estratégica para o Banco de Brasília (BRB). O objetivo central da gestão é sanar os prejuízos causados pela exposição ao Banco Master, garantindo a saúde financeira e a solidez operacional da instituição bancária.

Para contornar o cenário, o Poder Executivo distrital avalia diferentes frentes de ação. Caso o financiamento via Fundo Garantidor de Créditos (FGC), com aval da União, não seja concretizado, o governo já planeja uma alternativa baseada na securitização da dívida ativa.

As manobras visam resolver desafios críticos de liquidez e patrimônio que o banco enfrenta atualmente. A estratégia foi detalhada pelo secretário de Economia do Distrito Federal, Valdivino José de Oliveira, conforme divulgado pelo Estadão.

Securitização surge como solução contábil para o BRB

A securitização consiste na venda de créditos da dívida ativa, que hoje totalizam R$ 52 bilhões no DF, para o mercado financeiro. Embora a lei restrinja o uso desses valores a investimentos e previdência, o governo planeja utilizar a operação para equilibrar o caixa.

A ideia é que, ao vender esses créditos, o valor arrecadado entre no caixa do governo, que é mantido no próprio BRB. Dessa forma, o banco ganha fôlego de liquidez para operar, enquanto o governo mantém o compromisso orçamentário necessário para cumprir as vinculações legais.

Equacionando o rombo patrimonial

Além da liquidez imediata, o governo estuda utilizar R$ 18 bilhões em dívidas de difícil recuperação para resolver o rombo patrimonial. A proposta envolve a criação de cotas subordinadas oferecidas ao banco como ativo, solucionando o problema de forma contábil.

O secretário ressalta que as cotas não se transformam em dinheiro vivo, mas representam um ativo aceito no mercado. Assim, o banco consegue recompor seu capital e neutralizar o prejuízo registrado após a operação com o Banco Master, mantendo a integridade da estatal.

Negociações com a União pelo aval do FGC

O plano principal da governadora Celina Leão segue sendo a obtenção de um empréstimo de R$ 6,6 bilhões junto ao FGC. A garantia do governo federal é vista como a chave para viabilizar essa operação de forma automática junto ao mercado financeiro.

Houve uma sinalização positiva de membros do Ministério da Fazenda sobre a possibilidade do aval, o que animou a equipe econômica do Distrito Federal. O governo local defende sua capacidade de pagamento para honrar os compromissos sem a necessidade de oferecer o Fundo Constitucional como garantia.

Compromisso com o Fundo Constitucional

O governo do DF reafirma que não pretende abrir mão do Fundo Constitucional (FCDF), destinado prioritariamente à segurança, saúde e educação. A gestão sustenta que o pagamento do empréstimo de R$ 6,6 bilhões cabe perfeitamente no orçamento fiscal de dez anos.

O secretário garante que o déficit das contas públicas será revertido até agosto, por meio de cortes de gastos e recuperação de receitas. A meta é demonstrar solidez e segurança para que a operação de crédito seja autorizada pelo Tesouro Nacional sem entraves.

A fonte original deste conteúdo é o Estadão, disponível em: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo

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