O Ministério das Cidades revelou, nesta quarta‑feira, que o Fundo Social receberá um aporte adicional de R$ 20 bilhões para o programa Minha Casa, Minha Vida. Com essa injeção, o orçamento total do programa de habitação chega a R$ 200 bilhões, reforçando o compromisso do governo federal com o déficit habitacional.

A medida foi anunciada em cerimônia no Palácio do Planalto, na presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e inclui a elevação do teto de preço dos imóveis nas modalidades Faixa 3 e Classe Média. Agora, os beneficiários da Faixa 3 podem adquirir unidades de até R$ 400 mil, enquanto o Classe Média alcança imóveis de até R$ 600 mil.

Além do aumento de valores, o governo revisou os limites de renda das faixas: Faixa 1 (até R$ 3.200), Faixa 2 (de R$ 3.201 a R$ 5.000), Faixa 3 (de R$ 5.001 a R$ 9.600) e Classe Média (até R$ 13.000). A ministra‑chefe da Casa Civil, Miriam Belchior, destacou que esses ajustes vêm acompanhados de investimentos que vêm reduzindo o déficit habitacional brasileiro.

Investimentos que elevam o crédito imobiliário

O presidente da Caixa Econômica Federal, Carlos Vieira, informou que a participação do crédito imobiliário no PIB subiu de 7,5% em 2009 para 10% atualmente, indicando tendência de alta. Vieira qualificou os programas habitacionais como uma verdadeira parceria público‑privada (PPP), ressaltando que o setor da construção civil tem o menor índice de inadimplência entre os segmentos econômicos.

Compromisso com a continuidade das obras

O presidente Lula criticou a “mania” de governos que interrompem obras iniciadas por administrações anteriores, afirmando que o déficit de residências seria menor se as políticas fossem mantidas. Ele lembrou que, nos anos 2000, o governo federal já havia financiado mais de 1 milhão de moradias em 2010.

FGTS como ferramenta de financiamento

Lula sugeriu que o setor da construção civil apoie a indicação de Jorge Messias ao STF, destacando a importância do FGTS para financiar a casa própria. André Baía, diretor do Fórum Norte e Nordeste da Indústria da Construção, reforçou que a indicação de Messias garantiria a defesa do FGTS na Suprema Corte.

O governo espera, com essas ações, acelerar a entrega de 3 milhões de unidades do Minha Casa, Minha Vida até dezembro de 2026, conforme meta anunciada pelo ex‑ministro Jader Filho.

Fonte original: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo

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