A gigante de tecnologia Meta, dona do Facebook e Instagram, anunciou uma mudança importante nos seus planos de coleta de dados. A empresa decidiu pausar a implementação de novas regras comerciais que afetariam diretamente veículos de imprensa.
A medida permitiria que a companhia utilizasse conteúdo jornalístico para o treinamento de seus modelos de inteligência artificial, como a famosa Meta AI. Essa prática gerou polêmica entre produtores de notícias em todo o mundo.
O recuo estratégico acontece após uma série de pressões e derrotas nos tribunais, especialmente em território brasileiro, conforme divulgado pelo Estadão.
Meta suspende treinamento de inteligência artificial com notícias após revés judicial
A suspensão envolve a atualização dos Termos Comerciais e de inteligência artificial da empresa. Antes previsto para entrar em vigor em novembro, o novo regulamento está agora sem uma data definida para começar a valer.
Segundo comunicado oficial da empresa, “Recentemente, anunciamos a atualização dos Termos Comerciais da Meta, dos Termos do Catálogo de Produtos, dos Termos para Criação de Anúncios com Autoatendimento e dos Termos de IA Generativa para Criativo do Anúncio. Essas atualizações estão pausadas e não entrarão em vigor em 20 de novembro de 2026. Seguimos em diálogo com as partes interessadas e compartilharemos novas informações assim que possível. Enquanto isso, nossos termos existentes permanecem em vigor”.
Derrota na Justiça de São Paulo
A decisão de pausa ocorre logo após a Meta sofrer uma derrota significativa na Justiça de São Paulo. Associações de imprensa como a ANJ e a Abert conseguiram uma liminar que impedia a coleta de materiais de seus associados.
A liminar suspendeu as novas regras, proibindo que a gigante de tecnologia utilizasse o conteúdo jornalístico para desenvolver sistemas de IA. Caso as normas seguissem, os veículos teriam seus textos usados sem uma compensação clara.
Pressão internacional e legislação
O Brasil não é o único país onde a Meta enfrenta barreiras. Nos Estados Unidos, senadores criticaram abertamente as novas políticas, enquanto no Reino Unido a empresa é alvo de investigação por possível abuso de posição dominante.
Na Noruega, uma liminar semelhante também suspendeu a política da big tech. Já na Austrália, o governo aprovou leis que obrigam plataformas a fechar acordos financeiros com a imprensa local pelo uso de suas reportagens exclusivas.
A fonte original desta notícia é o Estadão e você pode conferir todos os detalhes acessando a matéria completa pelo link oficial: https://www.estadao.com.br/economia/negocios/meta-adia-regra-que-permite-uso-de-conteudo-jornalistico-por-ia-sem-licenca-apos-reves-na-justica/







