O Rio de Janeiro está prestes a vivenciar uma transformação tecnológica sem precedentes na sua infraestrutura de energia. O Google X, por meio da iniciativa Tapestry, iniciou um projeto ambicioso para aplicar inteligência artificial na rede elétrica fluminense.
A tecnologia busca trazer visibilidade total sobre o sistema, permitindo que falhas sejam identificadas antes mesmo de acontecerem. Com isso, a gestão da rede ganha uma precisão matemática que promete reduzir interrupções e otimizar investimentos.
A parceria estratégica envolve a distribuidora Light e faz parte de um plano maior para modernizar a capital e torná-la um centro tecnológico, conforme divulgado pelo Estadão.
Tecnologia do Google X promete otimizar rede elétrica da Light
A iniciativa combina técnicas de inteligência artificial avançadas para apoiar a concessão da Light. O objetivo é identificar defeitos com antecedência e entender a localização real de cada ativo do sistema elétrico.
Segundo Page Crahan, General Manager da Tapestry, esses mapas permitem simulações poderosas que informam decisões de investimento. O projeto ajuda a identificar áreas com capacidade de sobra para absorver novas demandas de energia.
A ferramenta digital, chamada de GridAware, já foi testada com sucesso na Nova Zelândia. Lá, a visibilidade dos equipamentos aumentou em 221%, transformando a forma como os operadores gerenciam a infraestrutura de postes e transformadores.
Inteligência artificial na prática: O sucesso do sistema GridAware
Na Nova Zelândia, as inspeções técnicas que duravam 40 minutos passaram a ser feitas em apenas cinco. Isso foi possível graças ao processamento de machine learning, que agilizou a análise de dados complexos da rede.
A ferramenta processa petabytes de informações para criar modelos digitais integrados. Isso permite prever demandas de carga e realizar simulações econômicas imediatas, otimizando o fluxo de energia em tempo real para evitar sobrecargas.
Page Crahan destaca o entusiasmo com a matemática por trás do projeto, afirmando: “Estamos animados com as alternativas baseadas na física, com o machine learning aplicado ao mundo construído e com equações diferenciais, já que estamos falando de matemática”.
Rio de Janeiro como polo mundial de IA até 2032
O projeto da Tapestry no Brasil faz parte do Rio AI City. O objetivo ousado é transformar a capital fluminense em um dos dez maiores polos mundiais de inteligência artificial e economia digital nos próximos oito anos.
A iniciativa conta com parcerias entre a prefeitura do Rio, a Elea Data Centers e a Axia Energia. Com investimentos previstos de US$ 65 bilhões em uma década, o perfil econômico da cidade deve mudar drasticamente.
O epicentro dessa conectividade será na região do Parque Olímpico, na Barra da Tijuca. O local aproveitará estruturas remanescentes das Olimpíadas de 2016 para abrigar um complexo tecnológico de ponta focado em inovação.
Supercomputadores e infraestrutura de energia massiva
Uma das principais entregas será um campus de data centers para abrigar supercomputadores. Essas máquinas serão dedicadas ao treinamento de modelos de IA e processamento de grandes volumes de dados em nuvem.
Para sustentar toda essa operação, a infraestrutura terá uma capacidade energética inicial de 1,5 gigawatts. Esse valor pode chegar a 3,2 gigawatts nas etapas seguintes, garantindo que o Rio suporte a alta demanda tecnológica.
A fonte original é a Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.







