Por que a geração Z precisa se arriscar no mercado de trabalho

O cenário econômico atual, marcado por incertezas e demissões em massa, tem levado muitos jovens profissionais a buscarem excessiva cautela em suas trajetórias dentro das empresas hoje.

No entanto, grandes líderes globais alertam que o excesso de planejamento pode ser um obstáculo. Para eles, a sorte favorece quem tem coragem de agir e sair da zona de conforto rapidamente.

Ficar parado esperando a oportunidade perfeita pode custar caro para a sua evolução profissional e pessoal, conforme divulgado pelo Estadão em reportagem especial sobre o mercado de trabalho.

O universo recompensa a ação imediata

David Boone, CEO da Michaels, afirma que a geração Z deve focar menos na análise e mais na execução. Ele acredita que o movimento gera oportunidades que o pensamento isolado jamais conseguiria criar.

“Simplesmente comece a se mexer. O universo recompensa a ação em vez da análise e da reflexão”, disse Boone. Para ele, tomar atitudes audaciosas foi o que permitiu sua ascensão ao cargo de liderança máxima.

Boone lembra que, em 1992, enfrentou uma recessão severa e aceitou um emprego que não era seu sonho. Essa disposição de começar por algum lugar foi o que construiu a base sólida para sua carreira.

Descobrir o que você não quer fazer

Andy Jassy, CEO da Amazon, compartilha uma visão reconfortante para os jovens. Ele defende que ninguém precisa ter todas as respostas aos vinte e poucos anos, pois a trajetória profissional é feita de testes.

“Tenho um filho de 21 anos e uma filha de 24, e uma das coisas que percebo neles e em seus amigos é que todos sentem que precisam saber o que querem fazer da vida nessa idade”, comentou Jassy.

O executivo reforça que experimentar diferentes funções ajuda a filtrar os reais interesses. Aprender o que você não gosta é tão valioso quanto descobrir sua verdadeira paixão no ambiente de trabalho.

Ninguém cuida da sua carreira como você

O CEO do McDonald’s, Chris Kempczinski, traz uma dose de realidade necessária. Ele afirma que esperar que a empresa ou o chefe gerencie o seu futuro é um erro comum que impede o sucesso.

Kempczinski é enfático ao dizer: “Tenha jogo de cintura, lembre-se, ninguém se importa com a sua carreira tanto quanto você”. Para ele, o profissional deve ser o protagonista e o motor de suas próprias conquistas.

Essa postura proativa exige que o trabalhador assuma o controle. Não se trata apenas de cumprir tarefas, mas de buscar ativamente por espaços e projetos que tragam visibilidade e crescimento real na hierarquia.

Corra em direção aos problemas difíceis

Lisa Su, CEO da AMD, acredita que o crescimento acelerado está nos desafios que todos os outros evitam. Ela incentiva a geração Z a não fugir das adversidades, mas a abraçá-las como trampolins profissionais.

“Enfrentem os problemas mais difíceis, não caminhem, corram, e é aí que vocês encontrarão as maiores oportunidades”, aconselha Su. Para ela, resolver situações complexas é a melhor forma de se destacar no mercado.

Ao encarar de frente as maiores dificuldades da empresa, o colaborador demonstra valor e capacidade de liderança. Esse é, segundo os grandes CEOs, o caminho mais curto para atingir o topo de qualquer organização.

A fonte original desta reportagem é o Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.

You May Also Like
Vorcaro é suspeito de usar empresa para comprar obras de arte de galeria investigada na Lava Jato

Vorcaro é suspeito de usar empresa para comprar obras de arte de galeria investigada na Lava Jato

BRASÍLIA — O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, é suspeito de…
Das campeãs às perdedoras nacionais: por que o governo mira em iFood e Nubank?

Nubank anuncia investimento bilionário no Brasil para 2026 e foca em inteligência artificial para revolucionar a experiência financeira dos clientes

Fintech planeja aportar 45 bilhões de reais no país com foco em tecnologia, novos produtos e expansão estrutural para consolidar sua liderança no mercado
País cria 112.334 novas vagas de trabalho com carteira assinada em janeiro, acima do esperado

País cria 112.334 novas vagas de trabalho com carteira assinada em janeiro, acima do esperado

Fim da escala 6×1: O que está sendo proposto? Como começou o…
Procurar vilão no posto da esquina é totalmente equivocado, diz ex-ANP sobre alta dos combustíveis

Preço dos combustíveis dispara: especialista da ANP explica por que atacar postos é erro e aponta soluções fiscais eficazes

Especialista da ANP analisa alta dos combustíveis e propõe medidas fiscais ao invés de punições