BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, afirmou que o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), seu irmão, quer ser candidato ao Senado, mas diz ver dificuldade nessa hipótese, dado que ele está fora do país.

No fim do ano passado, Eduardo teve o mandato cassado pela Mesa Diretora da Câmara dos Deputados por ter excedido o número de faltas permitidas. Ele se mudou para os EUA, em março de 2025, para comandar uma campanha junto a autoridades americanas contra o julgamento de seu pai, Jair Bolsonaro (PL). O ex-presidente está preso após ter sido condenado por tentativa de golpe de Estado.

“Eduardo está elegível, apesar de estar fora. Eduardo está em primeiro na pesquisa [para o Senado] em São Paulo. Então, não adianta querer tratar ele como se fosse carta fora do baralho. Ele tem o peso dele, ele vai querer emprestar a sua imagem para os candidatos ao Senado da nossa chapa”, disse Flávio.

Questionado sobre a possibilidade de Eduardo concorrer ao Senado, como estava previsto antes da mudança dele para os Estados Unidos, Flávio afirmou que seria difícil justificar isso ao eleitor.

“Eduardo teria a chance teórica de ser candidato. Ele quer? Óbvio que ele quer. […] Eu expliquei pra ele que eu vejo dificuldade em função disso. Se ele perde o mandato por falta, como é que ele vai explicar para o eleitor que ele vai se eleger, vai tomar falta e vai perder o mandato também?”, disse Flávio.

Em São Paulo, a chapa bolsonarista será composta pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato à reeleição, e, em relação ao Senado, um candidato será o deputado Guilherme Derrite (PP) e o outro nome, a ser escolhido pelo PL, está em aberto.

Da mesma forma que disse que Eduardo terá peso na escolha, Flávio também afirmou que o nome será definido em consonância com Tarcísio e o ex-presidente Bolsonaro. O PL realiza uma pesquisa com cerca de dez nomes cotados para a disputa ao Senado para avaliar a viabilidade de cada um.

“O Eduardo quer tomar uma decisão também que tenha um alinhamento com o governador Tarcísio, provavelmente passando pelo presidente Bolsonaro”, afirmou Flávio.

Ainda falando sobre o irmão, Flávio minimizou os embates protagonizados por Eduardo dentro do bolsonarismo nos últimos dias. O ex-deputado cobrou da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) dedicação à pré-campanha de Flávio.

Como mostrou a Folha, Flávio esteve com o irmão nos EUA no último fim de semana e, ao retornar ao Brasil na segunda-feira (23), tentou colocar panos quentes no conflito, afirmando pelas redes sociais que precisará da ajuda e união de todos.

“A conversa que eu tive com ele lá nos Estados Unidos foi de uma pessoa bastante madura, consciente, que não quer mais ficar discutindo quem está certo e quem está errado. Ele quer dar a colaboração dele da melhor forma possível para esse projeto nacional dar certo. […] Entendendo que o momento não é de ficar estimulando ou tentando vencer a discussão, […] porque a gente tem uma questão maior. Ele se comprometeu comigo de estar nessa linha agora integralmente.”

Flávio disse ainda que o irmão sofre uma perseguição covarde e que, mais do que ninguém, sabe da importância de vencer a eleição. “Acho que isso explica um pouco a ansiedade dele de querer que as pessoas se engajem de corpo e alma de uma vez na nossa pré-campanha”, completou.

Leia Também: Malafaia diz que Eduardo ‘calado’ ajuda mais na campanha de Flávio do que ‘falando asneira’

Fonte: Notícias ao Minuto Brasil – Política

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