O senador Flávio Bolsonaro está no centro de uma nova polêmica envolvendo movimentações financeiras em seu escritório de advocacia. Documentos revelam o recebimento de valores expressivos de empresas com ligações indiretas a um grande banco.
A investigação aponta que uma das companhias envolvidas no repasse possui conexões com uma consultoria que recebeu dezenas de milhões de reais do Banco Master. O caso levanta questionamentos sobre a origem e a finalidade desses recursos.
O parlamentar nega qualquer irregularidade e afirma que os serviços prestados foram estritamente profissionais e legais no âmbito privado, conforme divulgado pelo portal Metrópoles.
Detalhes dos pagamentos ao escritório de Flávio Bolsonaro e as conexões com o Banco Master
O fluxo financeiro e as notas fiscais emitidas
Em abril de 2025, o escritório do senador emitiu uma nota fiscal de R$ 500 mil para a Contábil Correa, também conhecida como BR Global. O documento registra serviços de assessoria jurídica sem indicação de cancelamento posterior.
Pouco antes, outras duas notas, totalizando R$ 1 milhão, foram geradas para a Copenhagen Consultoria, mas acabaram canceladas no mesmo dia. O senador explicou que a contratação por essa segunda empresa não chegou a ser efetivada na prática.
As ligações entre as empresas e o Banco Master
A Contábil Correa e a Copenhagen estão vinculadas ao contador Rogério Lourenço Novo. A Copenhagen, criada em 2024 com capital de apenas R$ 40, tornou-se uma das maiores recebedoras de recursos do Banco Master, somando R$ 57,9 milhões.
A consultoria não possui site ou sede própria, funcionando no mesmo endereço da Contábil Correa em São Caetano do Sul. Além disso, a gestora do fundo proprietário da Copenhagen é investigada pela Polícia Federal por ocultação de patrimônio.
A defesa do senador e o histórico de investigações
Flávio Bolsonaro usou as redes sociais para declarar que tentam ligar seu nome falsamente ao banco. “Fiz um trabalho para uma empresa. Fui contratado para isso e prestei serviços advocatícios. Relação completamente legal e privada”, afirmou o parlamentar.
Sobre a Copenhagen, ele foi enfático ao dizer que não aceitou o trabalho, afirmando: “Não foi o meu caso. Cancelei duas notas fiscais”. O senador reiterou que não movimentou nada com a consultoria ligada diretamente aos repasses milionários.
Atuação jurídica e outros casos de repercussão
Flávio concilia o mandato com a advocacia e já atuou em processos complexos no Superior Tribunal de Justiça. Entre seus clientes estão ex-sócios do Faraó dos Bitcoins e policiais militares envolvidos em casos de grande repercussão no Rio de Janeiro.
A relação com Daniel Vorcaro, do Banco Master, também foi citada em investigações sobre o financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro. O caso atualmente tramita sob relatoria do ministro André Mendonça no STF.
A fonte original desta notícia é o portal Notícias ao Minuto Brasil, que pode ser acessada integralmente através do link: Notícias ao Minuto Brasil – Política.








