Jeffrey Lacker, ex-líder do Federal Reserve de Richmond, trouxe à tona uma análise preocupante sobre a economia dos Estados Unidos. Ele defende um aperto imediato na política monetária do país.

Para o especialista, a manutenção das taxas e os cortes realizados entre 2024 e 2025 foram decisões equivocadas. Lacker acredita que essas ações impedem a queda real dos preços no mercado americano.

O ex-dirigente alerta que o órgão pode estar repetindo falhas históricas ao evitar o aumento necessário nas taxas de juros, conforme divulgado pelo Estadão/Broadcast.

O erro na condução dos juros nos EUA

Lacker afirmou categoricamente que teria votado contra a manutenção das taxas em julho. Segundo ele, “eles precisam aumentar as taxas” para combater a inflação que teima em ficar acima de 3%.

Inflação na meta apenas em 2028

O cenário traçado pelo economista não é otimista. Ele prevê que a inflação só voltará ao patamar de 2% em 2028, exigindo juros acima de 4,5% para que o processo de queda seja consistente e duradouro.

Jeffrey destaca que a credibilidade do Fed está em risco, já que os americanos esperam preços altos nos próximos anos. Isso indica que a política monetária atual pode estar excessivamente frouxa.

Mercado de trabalho e riscos de demora

Sobre o emprego, Lacker vê um equilíbrio que não justifica evitar a alta dos juros. Ele afirma que o Comitê parece buscar desculpas para não agir, o que aumenta o risco inflacionário global.

Ele citou o erro de 2021, quando o Fed demorou a reagir e a inflação disparou. O boom de investimentos em inteligência artificial é outro fator que pode elevar a demanda e pressionar os preços.

Relação com o mercado e títulos públicos

Sobre a volatilidade, Lacker sugere que o Fed deveria se reunir mensalmente, em vez de espaçar os encontros. Falar mais com o mercado poderia reduzir os impactos bruscos nas reações dos investidores.

Quanto aos títulos do Tesouro, ele não vê níveis catastróficos imediatos, mas alerta para o déficit gigante. A demanda global por dívida americana pode não acompanhar a oferta crescente de títulos públicos.

A fonte original é o Estadão e a matéria completa pode ser acessada em: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.

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