O governo dos Estados Unidos anunciou recentemente a aplicação de novas medidas que aumentam o custo de entrada de diversos produtos nacionais em seu território. Essa decisão gera um sinal de alerta para a indústria brasileira, que agora precisa lidar com custos logísticos e tributários elevados.

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, o impacto direto atinge pouco mais de 23% de tudo o que o Brasil vende para os americanos. A medida foi dividida em diferentes frentes, afetando desde commodities agrícolas até bens manufaturados.

As mudanças entraram em vigor nesta semana e pegaram parte do setor produtivo de surpresa, embora o governo brasileiro já estivesse monitorando as investigações americanas, conforme divulgado pelo Estadão.

Entenda o impacto das novas tarifas dos Estados Unidos sobre a economia brasileira

As novas tarifas dos Estados Unidos alcançam 23,1% das exportações brasileiras, sendo que o maior impacto vem de uma sobretaxa acumulada. Segundo o governo, 16,5% das vendas serão taxadas em 37,5% por estarem sujeitas a duas sanções simultâneas.

Entre os itens mais prejudicados por esse tarifaço acumulado estão máquinas e equipamentos, calçados, móveis, confecções e diversos tipos de madeira. Esses produtos enfrentam barreiras que podem dificultar a competitividade do Brasil no mercado norte-americano.

Outra parcela menor, de 1,9%, terá um acréscimo de 25% nas taxas, atingindo principalmente o açúcar. Já 4,7% das exportações sofrerão uma sobretaxa de 12,5% devido a investigações sobre práticas de trabalho forçado em cadeias globais.

Quais produtos brasileiros estão livres do aumento?

Apesar do cenário preocupante para alguns setores, cerca de 52,7% das exportações brasileiras para os EUA não sofreram alterações nas tarifas específicas. Isso traz um alívio temporário para pilares importantes da nossa balança comercial.

Nesta lista de produtos protegidos aparecem o café, carnes, suco de laranja e frutas. Além disso, as vendas de aeronaves, celulose e ferro fundido continuam operando sob as regras ordinárias, sem os novos acréscimos anunciados esta semana.

O governo destacou que 24,2% dos produtos seguem sujeitos a tarifas que já eram aplicadas anteriormente de forma geral a todos os países, conhecidas como Seção 232 da legislação norte-americana.

O motivo por trás das novas taxas americanas

A primeira medida, chamada de Seção 301-Brasil, é fruto de uma investigação específica dos EUA sobre a relação comercial com o país. Ela estabelece a sobretaxa de 25% que começou a valer na última quarta-feira, dia 22.

A segunda medida foca na prevenção e no combate ao trabalho forçado. Os EUA avaliaram 60 grandes parceiros comerciais, e o Brasil foi incluído no grupo que terá uma taxa adicional de 12,5% por não adotar medidas consideradas suficientes para coibir tais práticas.

Mercadorias que já estavam em trânsito antes do dia 22 de julho possuem uma regra de exceção, desde que ingressem em território americano até o dia 29 de julho, garantindo que contratos antigos não sejam rompidos abruptamente.

A fonte original desta notícia é o Estadão, e você pode conferir os detalhes completos na matéria original em: Estadão | Governo Lula diz que 16,5% das exportações aos EUA são atingidas por tarifa acumulada.

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