A Braskem enfrenta um momento decisivo em sua trajetória financeira, com a pressão de credores internacionais aumentando significativamente nos últimos dias. O cerne da disputa envolve um pedido bilionário que recai diretamente sobre a Petrobras.
Os detentores de títulos emitidos no exterior, conhecidos como bondholders, exigem que a estatal brasileira realize um aporte de US$ 3 bilhões na petroquímica em um prazo de apenas dois anos para evitar o colapso.
A situação é urgente e pode levar a empresa a um pedido formal de recuperação judicial caso as negociações não avancem conforme o esperado nos próximos dias, conforme divulgado pelo Estadão.
A queda de braço bilionária entre Braskem e Petrobras e o risco de recuperação judicial
O conselho da Braskem deve realizar uma reunião nesta sexta-feira, 25, para formalizar a rejeição da proposta dos credores. O impasse ocorre porque os prazos para um acordo estão ficando cada vez mais curtos para a companhia.
Caso as negociações não tragam resultados até o dia 9 de outubro, a empresa poderá encaminhar um pedido de recuperação judicial. Este prazo foi delimitado pelos credores como a data limite para a manutenção das conversas atuais.
Se os credores aceitarem estender o prazo, as discussões podem seguir até 22 de novembro. Essa é a data final para a apresentação do plano de recuperação extrajudicial, buscando evitar uma medida jurídica mais drástica e custosa.
Petrobras resiste a assinar cheque sozinha
A Petrobras, que possui participação relevante na petroquímica, tem acompanhado as conversas de perto. No entanto, fontes indicam que a estatal não está disposta a assinar um cheque e resolver todos os problemas da Braskem sem auxílio.
A petrolífera sinaliza que qualquer solução financeira exige a contrapartida de todos os envolvidos no processo. Representantes dos conselheiros da Petrobras já se reuniram com os credores para discutir os próximos passos da reestruturação.
Além disso, o cenário político brasileiro também entra no radar dos negociadores. Eventuais mudanças no comando do país ou da estatal poderiam alterar drasticamente a disposição da Petrobras em injetar novos recursos na Braskem.
Bondholders detêm a maior parte da dívida
Os bondholders são atualmente os maiores credores da empresa e se opõem ao plano de alívio financeiro de cinco anos proposto pela petroquímica. A Braskem buscava esse tempo para recuperar suas métricas financeiras e operar com mais fôlego.
Uma proposta anterior de leilão reverso de dívidas, onde os credores ofereceriam descontos para vender seus créditos, foi negada. Isso aumentou a pressão para que a Petrobras assumisse um papel mais central no aporte de capital imediato.
Posicionamento oficial das empresas
Em nota oficial, a Braskem afirmou que “A companhia permanece empenhada em buscar uma solução consensual e ordenada para sua reestruturação financeira e manterá o mercado informado sobre os próximos passos, no momento adequado”.
Até o momento, a Petrobras e a BR Partners, que atua na intermediação, optaram por não comentar os detalhes das negociações. O mercado aguarda o fim da confidencialidade para entender a real profundidade da crise financeira da petroquímica.
A fonte original desta notícia é o Estadão, que detalhou o cenário de incerteza em sua publicação original em: Estadão | Credores pedem US$ 3 bi em aporte da Petrobras na Braskem.







