A economia dos Estados Unidos demonstrou força ao registrar um crescimento anual de 2% nos três primeiros meses de 2026. O desempenho positivo ocorreu mesmo diante do choque nos preços globais da energia, desencadeado pelo recente conflito envolvendo o Irã.

O cenário, detalhado pelo Departamento de Comércio, oferece o primeiro panorama oficial sobre como as decisões empresariais e o mercado reagiram à instabilidade. Investimentos privados e gastos do governo sustentaram o ritmo de expansão do PIB no período.

Apesar desses números sólidos, economistas alertam para os riscos persistentes. Segundo informações divulgadas pelo Estadão, o impacto da inflação energética pode ameaçar a continuidade dessa estabilidade caso os custos se mantenham elevados.

O impacto do petróleo na estabilidade americana

O fechamento do Estreito de Ormuz provocou uma escalada superior a 60% no valor do barril de petróleo. O Brent, que custava cerca de US$ 70 em fevereiro, atingiu a marca de US$ 120, criando um desafio direto para a renda disponível das famílias e o crescimento econômico.

Consumo segue resiliente apesar da inflação

Mesmo com o pessimismo do consumidor, o consumo pessoal cresceu 1,6% no primeiro trimestre. O movimento foi liderado principalmente pelas famílias do terço superior da renda, que mantiveram seus padrões de gastos, garantindo a sustentação de 70% do PIB americano.

Tecnologia e infraestrutura impulsionam investimentos

Um dado de destaque foi o crescimento de 2,5% na soma dos gastos do consumidor e investimento privado bruto. Esse avanço foi impulsionado significativamente por aportes robustos na infraestrutura de inteligência artificial, setor que continua atraindo capital.

Preocupação com a inflação e taxas de juros

O índice de preços de Despesas de Consumo Pessoal subiu 0,7% em março. Jason Draho, do UBS, ressaltou que a solidez atual poderia ser anulada caso os preços altos da energia persistam. Diante disso, o Federal Reserve optou por manter as taxas de juros estáveis.

Riscos de um impasse prolongado

Analistas do Bank of America observam que o aumento nos custos da gasolina já comprometeu parte dos estímulos fiscais concedidos. O futuro da economia depende agora da resolução do impasse no Oriente Médio para evitar efeitos negativos de escala global.

A fonte original da notícia é o Estadão, disponível em Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.

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