O cenário econômico global foi sacudido com a notícia da condenação de Hui Ka Yan, o homem por trás do império imobiliário chinês Evergrande. O empresário recebeu a sentença máxima após investigações de crimes financeiros.

A decisão da justiça chinesa marca um ponto crucial na crise que afeta o setor imobiliário do país. Além da reclusão definitiva, as autoridades determinaram o confisco total de todos os bens pessoais do antigo bilionário.

O caso revela a gravidade das acusações que pesam sobre um dos antigos líderes da economia asiática, que agora enfrenta as consequências de um colapso bilionário, conforme divulgado pelo Estadão.

A trajetória e a queda do fundador da Evergrande

Hui Ka Yan, também conhecido como Xu Jiayin, nasceu em 1958 em uma aldeia rural e trilhou um caminho improvável até o topo. Após trabalhar na indústria siderúrgica, ele fundou a Evergrande em 1996.

No início de sua expansão, Hui utilizava uma estratégia agressiva de empréstimos para adquirir terrenos. Ele vendia os imóveis antes mesmo do início das obras, usando o capital para quitar credores e abrir novos projetos.

Essa tática funcionou durante o auge do mercado imobiliário chinês. Em 2009, a empresa abriu capital na Bolsa de Hong Kong e, em 2017, Hui foi eleito pela Revista Forbes como o homem mais rico da Ásia.

Do auge bilionário ao colapso total

Com um patrimônio estimado em US$ 45,3 bilhões, Hui diversificou seus investimentos para clubes de futebol, parques temáticos e veículos elétricos. No entanto, o endividamento excessivo da Evergrande tornou-se insustentável.

O governo chinês adotou medidas rígidas para conter a especulação, o que reduziu o acesso ao crédito. Em 2021, a gigante entrou em inadimplência, tornando-se o símbolo de uma crise que derrubou os preços dos imóveis em 20%.

A empresa acumulou passivos superiores a US$ 300 bilhões, sendo obrigada a liquidar ativos. Hui foi colocado sob vigilância policial em 2023 e, recentemente, declarou-se culpado de fraude e suborno.

Sentença severa e impacto nos sucessores

O Tribunal Popular Intermediário de Shenzhen afirmou que Hui abusou de sua posição para orquestrar fraudes. Segundo a corte, “o montante envolvido é excepcionalmente elevado e as circunstâncias são particularmente graves”.

A justiça destacou que o dano causado à sociedade foi extremamente sério, exigindo uma punição severa. Além de Hui, seus filhos e outros executivos do grupo também receberam condenações por captação ilegal de recursos.

O Grupo Evergrande e sua subsidiária imobiliária foram multados em valores bilionários, somando mais de US$ 2,3 bilhões. A sentença encerra um capítulo sombrio para a empresa que um dia dominou o horizonte da China.

A fonte original desta notícia é o Estadão, e você pode conferir os detalhes completos na matéria original em Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.

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