O deputado Danilo Forte (União-CE) é um dos cotados para a vaga no Tribunal de Contas da União (TCU) com a aposentadoria do ministro Aroldo Cedraz. Ele critica duramente a atuação da Corte, dizendo que não pode ser o “xerife do mundo”.

Forte defende que o TCU deve se limitar às contas da União, deixando o sistema privado para CVM e Banco Central. A polêmica ganhou força após inspeção do ministro Jhonatan de Jesus no BC sobre o Banco Master, envolvido em fraudes bilionárias.

Parlamentares e o BC viram extrapolação de limites. Forte reforça: “Cada qual no seu cada qual”, respeitando a autonomia do Banco Central, aprovada pelo Parlamento. Conforme divulgado pelo Notícias ao Minuto Brasil.

Disputa acirrada pela vaga no TCU

A eleição para substituir Cedraz deve ocorrer em março, marcada por Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Câmara. Forte confirma candidatura, ao lado de rivais como Odair Cunha (PT-MG) e Hugo Leal (PSD-RJ).

O União Brasil fechou apoio a Forte, com Elmar Nascimento (BA) recuando. O deputado cearense é visto como favorito, ampliando apoios no Centrão contra influência petista na Corte.

Forte minimiza negociações do governo com emendas para Cunha. Para ele, o “toma lá, dá cá” falhou, e a Câmara busca autonomia na execução de emendas e indicações livres do Executivo.

Críticas à atuação do TCU e defesa de limites

Forte alerta que o TCU deve fiscalizar o Executivo, não bancos privados. Ele cita a inspeção no BC como erro, dizendo: “O tribunal tem que respeitar a autonomia do Banco Central”.

Por outro lado, cobra mais rigor em orçamentos paralelos, como investimentos de Itaipu em saneamento em Belém. “Isso tem que ter um acompanhamento com uma lupa maior”, para evitar pedaladas fiscais do passado.

Sua visão equilibra críticas e propostas, focando transparência em recursos públicos fora do orçamento tradicional.

Articulações políticas e visão de futuro

Forte conversa com colegas desde o fim de 2025 e não descarta aliança com Hugo Leal. “Eu sou um democrata. Tem que compor se for o desejo dos protagonistas”.

Ele diferencia Motta de Arthur Lira, prevendo unidade interna na Câmara. Critica risco de “poder hegemônico do PT”, que já domina Executivo e parte do STF.

A disputa reflete tensões entre Centrão e PT, com Motta possivelmente adiando votação para 2026, animando opositores à indicação petista.

A fonte original é a Notícias ao Minuto Brasil – Política e demais portais citados.

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