A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou, na manhã desta quarta-feira, a Operação Lázaro. O objetivo é apurar a reativação suspeita de um banco privado que estava extinto há exatas seis décadas no estado.

A investigação aponta que a manobra, ocorrida durante a gestão Cláudio Castro, visava garantir o controle de terras e precatórios que somam valores bilionários no litoral carioca, especialmente na Zona Oeste.

O grupo teria ignorado decisões judiciais anteriores para tentar validar o registro da instituição financeira e reivindicar direitos sobre áreas nobres, conforme divulgado pelo Notícias ao Minuto Brasil.

Como funciona a Operação Lázaro e o suposto golpe bilionário no Rio de Janeiro

Segundo a polícia, as investigações mostram que, a partir de 2024, um grupo de falsos acionistas teria conseguido restabelecer o registro de um banco que encerrou oficialmente suas atividades em 1964.

A medida teria ocorrido mesmo diante de manifestações técnicas contrárias. O objetivo do grupo seria reivindicar um crédito bilionário sobre a desapropriação de uma área de 153 mil metros quadrados no Recreio dos Bandeirantes.

Os alvos da ação policial são os responsáveis pela tentativa de reativação e dirigentes da Junta Comercial do Rio de Janeiro (Jucerja), que viabilizaram o retorno do antigo Banco Crédito Móvel ao sistema.

O papel da Junta Comercial na reativação do banco

Entre os alvos de busca e apreensão estão o vice-presidente da Jucerja, Affonso D’Anzicourt Silva, e o secretário-geral, Gabriel Oliveira de Souza Voi. O ex-presidente do órgão, Sergio Romay, também é investigado.

Affonso Silva afirmou que não teme a investigação, ressaltando que está na administração há mais de cinco anos e que se manifestará detalhadamente em breve sobre os procedimentos realizados no órgão.

A empresa envolvida, BCM Ativos Imobiliários, manifestou indignação. Em nota, a companhia afirmou que as acusações são improcedentes e que sofre ataques que buscam blindar os verdadeiros infratores da região.

Disputa por terras valiosas e precatórios de R$ 1 bilhão

A ação gira em torno do antigo Banco de Crédito Móvel, extinto desde a década de 60. Na época, a instituição era dona de vastas áreas que abrangem a Barra da Tijuca, o Recreio e Vargem Grande.

Essa região é o principal foco da expansão imobiliária no Rio de Janeiro e alvo de disputas intensas. O grupo buscou reativar o banco para obter controle de terrenos e precatórios avaliados em mais de R$ 1 bilhão.

Atualmente, esses títulos de dívida estão em nome de herdeiros de antigos sócios. O movimento de reativação começou em 2016, quando um dos descendentes se uniu a advogados para questionar a extinção do banco.

Nomes conhecidos e empreendimentos de luxo sob suspeita

A trama envolve nomes influentes, como Mariana Felippe, esposa do deputado Jorge Felippe Neto, que aceitou cargo na diretoria da empresa em 2023. No entanto, ela não foi alvo da operação realizada nesta quarta-feira.

Em 2022, enquanto o CNPJ estava ativo, o grupo lançou o Renew Life Residence, um condomínio de luxo. O ator Márcio Garcia chegou a atuar como garoto-propaganda do empreendimento imobiliário anos depois.

Após uma longa batalha jurídica, em maio de 2025, decisões da Justiça Federal anularam as resoluções que permitiam o funcionamento do banco, culminando na operação policial que busca desarticular a suposta fraude.

A fonte original desta notícia é o Notícias ao Minuto Brasil, que pode ser lida na íntegra através deste link: Notícias ao Minuto Brasil – Política.

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