A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, tomou uma medida drástica para conter a instabilidade financeira do Banco de Brasília. A decisão foca em garantir que o caixa da instituição seja reforçado imediatamente por recursos de estatais locais.

Quatro grandes empresas públicas do Distrito Federal foram convocadas a direcionar seus recursos próprios para as contas da instituição financeira. A medida ocorre após a revelação de dificuldades operacionais que ligam o banco a perdas financeiras significativas em transações recentes.

A movimentação busca evitar que a saúde financeira da entidade seja ainda mais comprometida por fatores externos e operacionais de mercado, conforme divulgado pelo Estadão.

Ação de Celina Leão tenta conter crise no BRB

Estatais convocadas para reforço financeiro

As quatro empresas citadas na determinação da governadora são a Novacap, a Terracap, a CEB e a Caesb. O objetivo principal é que essas companhias sigam rigorosamente a legislação local, que exige a movimentação de recursos em contas oficiais do governo.

A governadora se reuniu com os dirigentes das companhias “para que sigam o que determina a Lei Orgânica do Distrito Federal”, afirmou sua assessoria. A intenção é centralizar o capital para dar maior fôlego ao Banco de Brasília neste momento de incerteza.

De acordo com informações de bastidores, parte do capital dessas companhias estava sendo mantido em outras instituições financeiras privadas. Agora, o Executivo local quer assegurar que todos os recursos disponíveis ajudem a mitigar os efeitos da crise no BRB.

O impacto das operações com o Banco Master

O motivo central dessa urgência é o prejuízo bilionário gerado por operações envolvendo o Banco Master. Esse rombo afetou não apenas o patrimônio líquido da instituição, mas também acendeu alertas sobre a capacidade de movimentação imediata de dinheiro.

Para tentar resolver o problema de forma estrutural, o governo busca um empréstimo de R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Créditos, o FGC. No entanto, o financiamento ainda não foi concretizado, o que aumenta a pressão por depósitos das estatais.

A CEB informou que suas movimentações “sempre foram realizadas por meio do BRB”, mas admitiu manter garantias contratuais em outras instituições. A ordem governamental visa eliminar essas exceções para fortalecer o banco distrital em meio ao cenário adverso.

Medidas para evitar crise de liquidez no banco

O Banco Central monitora de perto os níveis de liquidez exigidos para o funcionamento de qualquer banco. A ordem de Celina Leão é vista como um movimento preventivo essencial para evitar que a instituição ultrapasse os limites de segurança estabelecidos pela autoridade monetária.

Além da busca por novos depósitos, a gestão do banco tenta reorganizar suas operações após as fraudes detectadas. A prioridade atual é restabelecer a confiança do mercado e garantir que os serviços bancários oferecidos à população do Distrito Federal não sejam interrompidos.

A fonte original é o Estadão.

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