A relação diplomática entre Brasil e Argentina atingiu seu ponto mais crítico em décadas nesta semana. Em um movimento inédito, o Itamaraty comunicou que a representação oficial entre os dois países será reduzida drasticamente.

A medida é uma resposta direta aos recentes ataques verbais do presidente argentino Javier Milei contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O governo brasileiro decidiu que as tratativas agora serão apenas técnicas.

Essa decisão marca um distanciamento histórico entre os dois maiores parceiros comerciais da América do Sul, conforme divulgado pelo Notícias ao Minuto Brasil.

Entenda o rebaixamento das relações diplomáticas entre Brasil e Argentina

O Itamaraty informou ao embaixador argentino em Brasília, Guillermo Daniel Raimondi, que ele pode retornar a Buenos Aires. A partir de agora, o Brasil só aceitará realizar tratativas com o encarregado de negócios do país vizinho.

Da mesma forma, o embaixador brasileiro Julio Bitelli permanecerá em Brasília por tempo indeterminado. A medida não é uma expulsão formal, mas um rebaixamento severo que sinaliza o descontentamento profundo do governo Lula.

Essa configuração diplomática será mantida enquanto persistirem as ofensas de Milei, dizem membros do governo. Trata-se da mais grave crise em décadas com a Argentina, um aliado histórico e estratégico do Brasil.

O que muda na prática com a saída dos embaixadores?

Diferente de uma expulsão, Raimondi não foi declarado persona non grata. No entanto, ele não será mais consultado ou envolvido nas decisões bilaterais, ficando em um limbo diplomático sem prazo para deixar o território nacional.

Funcionários do governo comparam a situação ao caso em que os Estados Unidos revogaram o visto de uma embaixadora brasileira. Ela pôde permanecer no país, mas não conseguia mais desempenhar suas funções oficiais normalmente.

O estopim do conflito e os ataques de Milei a Lula

A crise escalou após Milei chamar Lula de “ladrão” e “presidiário” durante um evento em São Paulo. Ele também atacou o ministro do STF, Alexandre de Moraes, a quem se referiu como “lixo careca” publicamente.

No último domingo, o líder argentino renovou as críticas em entrevista, afirmando que Lula contamina a região com “ideias imundas do socialismo”. Ele reiterou que o presidente brasileiro é um vigarista e um corrupto condenado.

Lula, por sua vez, optou por ironizar o homólogo recentemente, perguntando a jornalistas “quem é esse cara?”. Ministros brasileiros também reagiram, classificando Milei como uma caricatura patética e um palhaço político.

A resposta oficial da chancelaria argentina

Em comunicado, a chancelaria da Argentina afirmou que lamenta a decisão brasileira de se isolar do resto da região por questões ideológicas. O governo vizinho sustenta que não mistura diferenças políticas com medidas institucionais.

“Nunca respondemos a uma diferença política com uma medida institucional. Esse critério é o que a Argentina sustenta hoje”, declarou a pasta argentina. Mesmo assim, o Brasil mantém a postura rígida de endurecer o diálogo.

A fonte original desta notícia é o Notícias ao Minuto Brasil e você pode conferir a matéria completa através deste link: Notícias ao Minuto Brasil.

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