Recentemente, a rotina da prisão domiciliar de Bolsonaro foi alvo de novos questionamentos judiciais após a apreensão de um armamento com um de seus seguranças durante uma blitz no Distrito Federal.

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, exigiu esclarecimentos urgentes sobre a posse da arma e o motivo do pedido de manutenção às vésperas do fim de um prazo processual importante.

A equipe jurídica do ex-presidente apresentou uma justificativa que liga o estado de saúde do político ao funcionamento do equipamento de segurança, conforme divulgado pelo Notícias ao Minuto Brasil.

Esclarecimentos da defesa sobre a arma de Bolsonaro

Manutenção da pistola e o uso de medicações

Os advogados afirmam que, por conta do uso de medicações psiquiátricas que podem afetar a cognição de Bolsonaro, sua equipe de segurança decidiu remover o percussor da pistola, deixando a arma inoperante.

Sem saber dessa intervenção preventiva dos seguranças, o ex-presidente teria notado a falha técnica no equipamento e solicitado que a pistola fosse levada para manutenção para recuperar sua funcionalidade original.

A defesa enfatiza que não existe qualquer relação entre esse pedido de reparo e o término do prazo da prisão domiciliar de Bolsonaro, previsto para o próximo dia 25, negando intenções ocultas no ato.

A apreensão durante a blitz da Polícia Militar

A pistola Glock, de calibre 9 milímetros, foi localizada pela Polícia Militar do Distrito Federal com o militar Estácio Leite da Silva Filho, que integra a equipe de apoio e segurança pessoal do ex-mandatário.

Durante a abordagem, o policial Davi Evangelista Alves relatou que a arma estava no assoalho de um veículo oficial e que o motorista teria fechado o vidro de forma repentina ao ser confrontado pelos agentes.

Estácio afirmou em depoimento que a pistola pertencia a Bolsonaro e que lhe foi entregue “em razão da constatação de uma pane, a qual, segundo informa, aparentava ser de fácil solução”, buscando o conserto rápido.

Fiscalização e vistorias no condomínio

O ministro Alexandre de Moraes questionou se as medidas de segurança e revistas em veículos que saem da residência do ex-presidente estão sendo cumpridas rigorosamente pela Polícia Militar responsável pela área.

Em resposta, a corporação informou que realiza vistorias em habitáculos e porta-malas, mas ressaltou que carros usados pelo GSI estacionados em via pública não passam pelo mesmo procedimento de revista por não entrarem na garagem.

Vale lembrar que o ex-presidente cumpre pena de 27 anos e três meses, estando em prisão domiciliar desde março, após um período de internação hospitalar para tratar uma broncopneumonia bacteriana severa.

A fonte original desta notícia é o Notícias ao Minuto Brasil, que pode ser lida na íntegra através do link: Notícias ao Minuto Brasil – Política.

You May Also Like
Aliados buscam Bolsonaro na Papudinha para destravar disputas eleitorais nos estados

Bolsonaro pede ao STF para receber os filhos no Dia dos Pais: veja o que Moraes deve decidir!

Defesa do ex-presidente alega caráter humanitário para permitir visita de Carlos, Flávio e Jair Renan
Fux diverge de Gilmar no STF e defende limitar alcance do foro privilegiado

Luiz Fux desafia Gilmar Mendes e vota contra ampliação do foro privilegiado no STF; veja

Entenda como o voto de Luiz Fux pode mudar as regras do foro privilegiado para autoridades
Empresário se mantém em silêncio em depoimento à CPMI do INSS

Empresário se mantém em silêncio em depoimento à CPMI do INSS

Convocado a depor na condição de testemunha do esquema criminoso que desviou…
Valdemar Costa Neto é condenado a indenizar PT por dizer que partido organizou atos do 8/1

Valdemar Costa Neto é condenado pela Justiça a pagar indenização ao PT por acusações sobre atos de 8 de janeiro em Brasília

Presidente nacional do PL deverá desembolsar 20 mil reais após atribuir ao Partido dos Trabalhadores a autoria do vandalismo na sede dos Três Poderes