A Câmara dos Deputados aprovou, na noite de quarta-feira, a proposta que determina o fim da escala 6×1 no Brasil. A medida é um marco para os direitos trabalhistas e altera a rotina de milhões.

Com a nova regra, a jornada de trabalho será reduzida das atuais 44 horas para 40 horas semanais. Além disso, torna-se obrigatória a concessão de dois dias de descanso remunerado a cada semana.

O texto avançou com ampla maioria em dois turnos, recebendo mais de 460 votos favoráveis em ambas as etapas da votação no plenário, conforme divulgado pelo Notícias ao Minuto Brasil.

Entenda o que muda com o fim da escala 6×1 aprovado pelos deputados

O projeto aprovado, conhecido como PEC 221/19, foca na melhoria da saúde mental e física do trabalhador. A transição para a escala com dois dias de folga é o ponto central desta reforma laboral.

A redução da carga horária para 40 horas semanais também busca alinhar o Brasil a padrões internacionais de produtividade. Especialistas acreditam que a mudança pode gerar novos postos de emprego.

Os números da votação histórica no plenário

Durante o primeiro turno, a proposta recebeu 472 votos a favor e apenas 22 contra. Já no segundo turno, o apoio continuou sólido, com 461 parlamentares favoráveis e 19 votos contrários ao projeto.

A votação demonstrou uma união expressiva entre diferentes partidos em torno da pauta, refletindo a pressão popular por melhores condições de trabalho e mais tempo para o convívio familiar e lazer.

Veja quem são os deputados que votaram contra

A lista dos que rejeitaram o fim da escala 6×1 inclui nomes conhecidos. Em São Paulo, votaram contra Adriana Ventura, Fausto Pinato, Kim Kataguiri, Ricardo Salles e Rosangela Moro, entre outros.

Em Santa Catarina, os contrários foram Carlos Chiodini, Caroline de Toni, Daniel Freitas, Daniela Reinehr, Fabio Schiochet, Gilson Marques, Julia Zanatta, Pezenti, Ricardo Guidi e Zé Trovão.

Bancadas estaduais e a resistência regional

No Rio Grande do Sul, Bibo Nunes, Lucas Redecker, Marcel van Hattem, Mauricio Marcon e Sérgio Turra foram contra. Nicoletti, de Roraima, e Paulo Marinho Jr, do Maranhão, completam o grupo resistente.

Considerando todas as 27 bancadas estaduais, os votos contrários à nova medida trabalhista vieram de apenas cinco estados, concentrando-se principalmente nas regiões Sul e Sudeste do território nacional.

A fonte original desta notícia é o portal Notícias ao Minuto Brasil, e você pode conferir a matéria completa através do link: Notícias ao Minuto Brasil.

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