Com meus amigos e colegas Marco Aurelio Cardoso e Guilherme Tinoco, acabei de lançar o livro Um renascer para o Estado do Rio de Janeiro, publicado pela Editora Lux. O livro é uma espécie de “grito de socorro”, de um conjunto de pessoas de bem, acerca da necessidade (e viabilidade) de salvar o Estado do RJ. Sim, pois é disso que se trata.
Todos (organizadores e autores) temos a consciência clara de que a degradação institucional do Estado do Rio chegou a um ponto tal que, ou na próxima gestão de governo estadual teremos um turning point, ou será melhor, então, para quem puder, procurar outro lugar para morar. Em outras palavras, ninguém aguenta mais viver assim. É preciso encarar uma luta sem tréguas contra essa realidade trágica.

A mudança é possível Foto: Pedro Kirilos/Estadão
A penetração da corrupção nos diversos espaços do Estado; o avanço do crime organizado; o domínio territorial crescente das máfias locais; a cobrança de taxas extorsivas por capangas para que os comerciantes possam sobreviver — literalmente, em razão da penalidade imposta a quem não contribui — e o peso avassalador das milícias e do narcotráfico fazem da questão institucional a base de qualquer tentativa de reerguimento do Estado da situação terminal em que se encontra.
No passado, era impossível não ter algum amigo que não tivesse sido assaltado. Hoje, é impossível não conhecer alguém que não tenha sido extorquido por uma pessoa a mando de um chefe convertido num administrador da morte. Como diria o poeta, reagir é preciso.
O livro contém 11 capítulos, escritos por um conjunto de 27 autores, craques reconhecidos nas suas respectivas áreas de especialização, e trata dos temas da crise institucional; da segurança pública; das finanças estaduais; do relacionamento entre o Estado e os municípios; da necessidade de um novo programa de concessões; do papel do petróleo para uma reconversão da base produtiva do Estado; da economia criativa e dos setores “portadores de futuro”; da mobilidade urbana; da temática ambiental no âmbito local; e de propostas de política para as áreas de saúde e de educação.
Há pouco mais de dez anos, prestes a se lançar candidato à Presidência da República, numa trajetória que não contava com os desígnios do destino, em sua última entrevista a um programa de TV antes de morrer num trágico acidente de avião, Eduardo Campos conclamou: “Não vamos desistir do Brasil”. O livro é um grito: “Não vamos desistir do RJ”. Com liderança política e pessoas de bem, a mudança é possível.
Fonte: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo







