As tensões no estreito de Ormuz, principal rota de transporte de petróleo e gás do Oriente Médio, começaram a repercutir nas commodities agrícolas brasileiras. A região, responsável por cerca de 20% das exportações mundiais de petróleo, sofreu recentes interrupções que elevam a preocupação de produtores e exportadores.

Especialistas apontam que a alta nos preços do combustível pode encarecer a logística do agronegócio, desde o plantio até a distribuição. O aumento dos custos de energia tem efeito direto sobre o preço dos fertilizantes, que dependem de gás natural para sua produção.

Segundo reportagem do Estadão, “a elevação dos preços do petróleo e do gás natural, em função de uma possível crise no estreito de Ormuz, pode gerar um impacto direto na inflação do agronegócio brasileiro”. Essa pressão pode se traduzir em alimentos mais caros nas prateleiras dos supermercados.

Impactos imediatos na cadeia produtiva

Frete e transporte mais caros

Com o diesel mais caro, as transportadoras aumentam as tarifas de frete, encarecendo a saída da soja, milho e café para os portos. Produtores menores sentem mais o peso da alta, já que têm menor poder de negociação.

Custos de fertilizantes em alta

Os fertilizantes nitrogenados, que representam cerca de 30% dos custos de produção, dependem diretamente do gás natural. Uma alta de 10% no preço do gás pode elevar em até 5% o custo dos insumos agrícolas.

Pressão sobre os preços dos alimentos

O encarecimento dos insumos pode ser repassado ao consumidor final, impulsionando a inflação de alimentos. Analistas alertam que, se a crise no estreito se prolongar, a variação pode superar 2% ao ano nos preços ao varejo.

A fonte original da informação é a Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.

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