O Citi anunciou nesta terça-feira, 3, o executivo André Cury como novo presidente no Brasil. O atual responsável pela operação brasileira, Marcelo Marangon, está de mudança para Nova York, onde vai assumir um cargo global, como co-responsável pela área de corporate banking do banco americano.
O banco americano buscou uma solução interna para ocupar o posto a ser deixado por Marangon no Brasil. Cury ocupava o cargo de chefe do banco comercial (Commercial Banking, em inglês) para o Brasil e América Latina desde 2023.
Segundo comunicado, durante sua gestão, Cury reposicionou o negócio de banco comercial na região, com forte expansão no Brasil, aumento da base de clientes, ênfase na internacionalização das empresas, estruturação de times locais e ampliação da presença do Citi em setores-chave no País e na região. O processo de sucessão do cargo de Cury será iniciado em breve, de acordo com o comunicado.
“O mercado brasileiro é muito sofisticado e competitivo, e o Citi tem apresentado resultados sólidos e consistentes. Além disso, a franquia brasileira ocupa um lugar chave na estratégia global do banco”, afirma Cury no comunicado, ressaltando que seu compromisso é dar continuidade “ao forte ciclo de expansão traçado até aqui”. Para a presidência do Citi, o executivo ainda precisa ser aprovado pelo Banco Central.

Executivo André Cury é anunciado como novo presidente do Citi no Brasil. Foto: Helcio Nagamine/Estadão
Cury tem mais de 25 anos de experiência no setor financeiro e começou no Citi em 2006, em São Paulo, onde ocupou várias posições no banco de atacado. Antes de ingressar no Citi, trabalhou por sete anos no BankBoston e também teve passagens, de 2009 a 2013, pelo HSBC e Itaú BBA. Cury retornou ao Citi em 2013.
No fim de janeiro, Marangon foi anunciado para o cargo em Nova York. Com isso, o posto de presidente no Brasil havia ficado vago. Marangon será o primeiro executivo brasileiro a alçar o posto global na área de grandes empresas e atuará ao lado de Kaleem Rizvi.
Sob o comando de Marangon, o Citi teve lucro líquido recorde de R$ 2,9 bilhões em 2025, um crescimento de 28% na comparação com 2024, apesar da postura mais seletiva no crédito. O retorno sobre o patrimônio líquido (ROAE) avançou quatro pontos porcentuais, a 22%.
O Brasil manteve a posição como quinta maior operação do Citi no mundo em termos de resultados gerados para o grupo, mesmo com outros países com economias crescendo mais, como a Índia. No Brasil, o Citi segue com a liderança em câmbio, custódia para investidor estrangeiro e emissões externas, além de ter participado este ano das duas ofertas ações de empresas brasileiras em Nova York – PicPay e Agibank.
Fonte: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo







