O Brasil enfrenta um momento decisivo que exige uma agenda clara de reformas voltadas para a sustentabilidade fiscal. O presidente do Itaú Unibanco, Milton Maluhy Filho, aponta que o controle da dívida e a redução dos juros estruturais são pilares essenciais.

Em entrevista exclusiva, o executivo ressaltou que o País possui vantagens competitivas, como a matriz energética limpa e grande potencial humano. No entanto, ele pondera que obstáculos como o orçamento rígido ainda dificultam a entrada de capitais de longo prazo.

A análise destaca a necessidade de um ambiente institucional mais sólido para o crescimento. As observações foram compartilhadas pelo CEO do maior banco privado do Brasil, conforme divulgado pelo Estadão.

Cautela na estratégia de crédito em meio à volatilidade

Diante de um cenário marcado pela incerteza, o Itaú adotou uma postura de maior rigor na concessão de empréstimos. Mesmo com um avanço de 9% na carteira, que atingiu R$ 1,48 trilhão no primeiro trimestre, o foco segue em linhas mais seguras.

Maluhy explica que o banco prioriza modalidades como o crédito imobiliário, consignado e operações com garantias para pequenas e médias empresas. Essa estratégia visa proteger a instituição enquanto o mercado enfrenta oscilações na inflação e no desemprego.

Foco em projetos e menos polarização

Para o executivo, o mercado financeiro internacional observa o Brasil com atenção especial devido às eleições. O banqueiro espera que o debate político seja menos polarizado e mais voltado para planos econômicos concretos.

A mensagem principal é que o Brasil precisa competir globalmente. Para isso, Maluhy defende que o foco deve ser a eficiência e a produtividade, garantindo que o País não perca espaço para outras nações no cenário de investimentos internacionais.

Otimismo equilibrado com programas de crédito

Sobre o endividamento das famílias, Maluhy avalia de forma positiva o diálogo entre o governo e o setor bancário. Iniciativas como o Desenrola são vistas como essenciais para aliviar a pressão sobre os orçamentos domésticos.

O CEO ressalta que a colaboração constante permite ajustar as políticas de crédito conforme a realidade do mercado. A intenção é que os programas alcancem os setores necessários, mantendo sempre a saúde financeira das instituições envolvidas.

Regulação e o futuro do mercado

Quanto às mudanças nas regras do Fundo Garantidor de Créditos, o presidente do Itaú enfatiza que o diálogo com o Banco Central é fundamental. As discussões envolvem todos os agentes, desde grandes bancos até plataformas digitais.

Maluhy acredita que o regulador tem sido transparente e atencioso aos riscos sistêmicos. O objetivo das conversas é ajustar eventuais distorções sem causar impactos negativos severos ao funcionamento do sistema financeiro nacional.

A fonte original é a Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.

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