A Brasscom, associação das empresas de tecnologia da informação, busca criar um ‘Redata paralelo’ com desoneração de 90% no ICMS para data centers. A proposta visa baratear a instalação desses centros no Brasil.
O foco é reduzir o imposto estadual sobre equipamentos de informática, que hoje varia, chegando a 18% em São Paulo. Com o corte, a alíquota cairia para menos de 2%.
Essa iniciativa complementa o Redata federal, lançado em setembro de 2025 por Medida Provisória, ainda sem regulamentação total, conforme divulgado pelo Estadão.
Proposta leva ao Confaz e inspira-se no Redata federal
A Brasscom apresentou a ideia ao Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que reúne secretários de fazenda dos estados. O ICMS é o principal entrave fiscal para o setor.
O Redata já corta impostos federais na importação de equipamentos. Agora, o ‘Redata paralelo’ mira o estadual, que representa o maior custo.
“O maior imposto não é o federal, é o estadual”, afirmou Sergio Sgobbi, diretor de Relações Governamentais da Brasscom.
Impacto financeiro nos investimentos
Instalar um data center de grande porte, com 100 megawatts, custa em média US$ 7,2 bilhões sem incentivos. Com Redata, cai 4%, para US$ 6,9 bilhões.
Combinado com corte de 90% no ICMS, o custo despenca 21%, chegando a US$ 5,7 bilhões. Isso atrairia mais investimentos ao país.
Reunião decisiva em março e recepção dos estados
A deliberação está prevista para a reunião do Confaz em março. A aprovação exige unanimidade entre os estados.
Houve boa receptividade, especialmente no Nordeste, polo emergente de data centers. O Rio de Janeiro resiste, alegando infraestrutura que já reduz custos locais.
Contraponto à alta de impostos federais
A proposta contrabalança resolução recente da Camex, que elevou imposto de importação para bens de capital e informática.
“O governo de um lado está dando, mas do outro está tirando”, criticou Sgobbi. A medida vai contra o espírito do Redata.
Esta notícia baseia-se na matéria original da Broadcast+, publicada no Estadão. A fonte original é o Estadão.







