A CPI do Master divide o Congresso Nacional. Enquanto a maioria dos parlamentares apoia a criação da comissão para investigar fraudes no banco, a cúpula resiste. O caso ganhou destaque com prejuízos bilionários e ligações políticas sensíveis.

O requerimento para a CPMI do Master reuniu mais de 278 assinaturas de deputados e senadores. Isso supera o mínimo necessário e reflete pressão das ruas, segundo oposicionistas. Mas presidentes das Casas Legislativas freiam o avanço.

Deputados e senadores querem apurar irregularidades, aportes de fundos de previdência e possíveis conflitos de interesse. A oposição lidera, mas até petistas aderiram parcialmente. Conforme divulgado pelo Estadão.

Maioria esmagadora de parlamentares a favor da investigação

No Senado, 63 de 81 senadores, ou 77,7%, apoiam a CPI do Master. Na Câmara, 336 dos 513 deputados, cerca de 65,5%, declararam favor. Partidos como PL, Novo, PSDB e Podemos dão respaldo total.

O pedido, protocolado pelo deputado Carlos Jordy (PL-RJ), tem 239 deputados e 42 senadores. Supera os 171 e 27 mínimos exigidos. O líder Carlos Portinho (PL-RJ) diz que o Congresso não pode se omitir diante de fraudes bilionárias.

Novos apoiadores incluem 20 do PT, oito do MDB e seis do PSD. Bancadas como PSOL, Republicanos e PSB também entraram na lista, ampliando o apoio multipartidário.

Oposição pressiona, mas cúpula prioriza pautas populares

Presidentes Hugo Motta (Câmara) e Davi Alcolumbre (Senado) evitam a CPI do Master. Eles articulam agenda com PEC da Segurança, Mercosul-UE e fim da escala 6×1 para ganhar apelo popular e reduzir desgaste eleitoral.

A estratégia é deixar o caso em segundo plano, enquanto PF, MP e BC investigam. Oposição promete intensificar pressão pós-Carnaval. Alcolumbre precisa ler o requerimento em sessão conjunta para criar a CPMI.

Senador Eduardo Girão (Rede-CE) cobra instalação imediata. Líder petista Rogério Carvalho (SE) defende apurações paralelas, mas prioriza Justiça.

PT dividido e razões contra a CPI no Congresso

Embora 20 petistas apoiem, o partido resiste oficialmente. Líder Cabo Gilberto Silva (PL-PB) acusa PT de jogar para a galera sem querer investigação real. Deputado Rogério Correia (PT-MG) vê na CPI um tiro no pé do bolsonarismo.

Críticas apontam risco de politização e foco em ministros do STF como Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. Cúpula teme repercussões em ano eleitoral e prejuízos à imagem do Congresso.

A CPMI do Master pode investigar fraudes, irregularidades administrativas e prejuízos. Mas, por ora, fica à espera de aval dos líderes, conforme fontes como CNN Brasil e Poder360.

A fonte original é o Estadão e demais veículos citados na matéria.

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