O cenário energético global está prestes a passar por uma transformação profunda e o Brasil ocupa um lugar de destaque absoluto nessa nova configuração, segundo dados recentes do mercado internacional.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo trouxe projeções que colocam o território brasileiro como um dos pilares para sustentar a sede mundial por combustíveis fósseis nas próximas décadas.

Essa mudança de eixo acontece em um momento em que outras potências tradicionais começam a dar sinais de estagnação na produção, conforme divulgado pelo Estadão.

Brasil assume protagonismo na expansão da oferta global de petróleo

O Brasil deverá figurar entre os principais responsáveis pela expansão da oferta global de petróleo nos próximos anos, segundo o relatório Perspectivas Mundiais de Petróleo (WOO), divulgado pela Opep.

A entidade aponta o País ao lado de Catar, Argentina e Canadá como um dos motores do crescimento da produção fora da Declaração de Cooperação (DoC), grupo que reúne integrantes da Opep e seus aliados.

De acordo com o relatório, a oferta de líquidos dos produtores fora da DoC deverá crescer cerca de 4,1 milhões de barris por dia (bpd) até 2030, alcançando a marca de 58,2 milhões de bpd no período.

O avanço da produção nacional no pré-sal

Segundo a Opep, a produção brasileira de líquidos deverá continuar crescendo com o avanço dos projetos do pré-sal, que seguem como a principal aposta tecnológica e econômica para o setor de energia no País.

A oferta de petróleo bruto do País é projetada para subir de 3,7 milhões de bpd em 2025 para 4,4 milhões de bpd em 2030, apoiada pela entrada em operação de novas plataformas e desenvolvimento de campos.

A produção brasileira de líquidos deverá atingir um pico próximo de 5,8 milhões de bpd no início da década de 2040, antes de recuar moderadamente para 5,6 milhões de bpd no horizonte distante de 2050.

Mudança de cenário nos Estados Unidos

A maior relevância atribuída ao Brasil ocorre em meio a uma revisão da perspectiva para os Estados Unidos. A Opep afirma que reavaliou para baixo o potencial de crescimento da produção americana no setor.

A organização agora considera que o segmento de petróleo de xisto pode ter atingido seu pico em 2025. No relatório do ano passado, a expectativa era de continuidade da expansão até o final desta década, em 2030.

Enquanto os EUA eram vistos como o principal impulsionador do crescimento da oferta no médio prazo, sua contribuição foi reduzida significativamente na edição do relatório apresentada neste ano pela entidade.

Demanda global e o papel da Índia

A demanda global por petróleo deverá alcançar 124,1 milhões de barris por dia em 2050, ante 105,1 milhões de bpd em 2025. A projeção reforça a avaliação do cartel de que não há um pico de consumo próximo.

A Opep afirma que a Índia será o principal motor do crescimento da demanda global de petróleo nas próximas décadas, com um incremento esperado de cerca de 8,1 milhões de bpd até o ano de 2050.

O petróleo seguirá como a principal fonte individual da matriz energética mundial em 2050, respondendo por cerca de 30% da demanda total de energia, sustentado pelo crescimento econômico de países emergentes.

A fonte original é o Estadão, e você pode conferir a matéria completa no link original: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.

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