A descoberta de gigantescas reservas de óleo e gás na margem norte da América do Sul está redesenhando o mapa comercial da região. O Brasil, por meio do Mercosul, enxerga agora uma oportunidade de ouro para expandir suas fronteiras econômicas.

Países como a Guiana e o Suriname deixaram de ser apenas vizinhos distantes para se tornarem mercados prioritários para a exportação de máquinas, serviços especializados e infraestrutura pesada. O foco é aproveitar a demanda extrativa.

Essa aproximação promete fortalecer a integração regional e abrir caminhos logísticos inéditos entre o Norte do Brasil e o Caribe, conforme divulgado pelo Estadão.

Por que o Brasil aposta no petróleo na Guiana e Suriname?

O principal interesse brasileiro reside na abertura de espaço para a exportação de equipamentos de ponta, além de serviços especializados e máquinas voltadas para a indústria de petróleo na Guiana e Suriname.

O setor de bens e serviços para exploração offshore é visto como a área com maior potencial de crescimento, já que o Brasil possui vasta experiência consolidada na exploração de águas profundas, como no Pré-Sal.

Oportunidades na cadeia de fornecedores

Para especialistas do setor, como Walberto L. Oliveira Filho, existe uma combinação positiva de proximidade geográfica e escala industrial que favorece empresas brasileiras prontas para atender esses novos mercados.

A frente mais imediata é a exportação de engenharia submarina, incluindo embarcações de apoio, válvulas, tubulações e manutenção, aproveitando o vácuo de fornecedores locais nesses países que crescem aceleradamente.

Telmo Ghiorzi, da ABESPetro, defende que o Brasil deve aumentar a prospecção de petróleo para manter a receita, afirmando que “o Brasil não pode ficar sem perfurar”, enquanto vizinhos buscam o recurso desesperadamente.

Expansão comercial para outros setores

Além da bilionária cadeia de óleo e gás, o governo brasileiro vislumbra oportunidades para ampliar as vendas de alimentos, produtos agrícolas, medicamentos e equipamentos médicos para suprir a nova renda dessas nações.

A Guiana, por exemplo, registra uma expansão econômica robusta, mas ainda carece de infraestrutura básica. Esse cenário atrai o interesse dos sócios do Mercosul em aprofundar as relações comerciais com Georgetown.

Logística e a porta de entrada para o Caribe

A integração terrestre é peça-chave nessa estratégia. O governo trabalha para ampliar a conexão rodoviária via Roraima, pela BR-401, e pelo Amapá, por meio da BR-156, facilitando o acesso aos portos caribenhos.

Essas rotas podem reduzir drasticamente os custos para os exportadores brasileiros, transformando a região Norte em um corredor logístico estratégico para produtos que hoje enfrentam trajetos muito mais longos para exportação.

A fonte original desta notícia é o Estadão, e você pode conferir todos os detalhes na matéria original acessando este link.

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