A Azul anunciou nesta quarta-feira um marco na sua reestruturação financeira. A companhia fechou acordos de investimento com American Airlines e United Airlines, totalizando US$ 200 milhões em novos recursos.

Esses aportes visam fortalecer a estrutura de capital da empresa durante a saída do Chapter 11, processo equivalente à recuperação judicial nos Estados Unidos. Os investimentos integram o plano de reorganização da Azul, prometendo estabilidade operacional.

Conforme divulgado pelo Estadão, cada gigante americana comprometeu US$ 100 milhões individualmente, reforçando a confiança no futuro da companhia brasileira no setor aéreo.

Detalhes dos Investimentos e Condições Precedentes

O investimento da United Airlines ocorrerá via oferta pública de ações (ERO), com liquidação em 20 de fevereiro de 2026. Já a American Airlines usará emissão de bônus de subscrição, ou warrants, derivativos financeiros.

Nos termos dos EIAs aplicáveis e das condições precedentes nele estabelecidas, cada investidor se comprometeu, separadamente, a aportar US$ 100 milhões, informou a Azul em comunicado à CVM.

Ambos estão sujeitos a aprovações, como do Cade para a American, e cumprimento de prazos para acionistas existentes.

Aprovação Regulatória do Cade Marca Avanço Crucial

O Cade aprovou por unanimidade o aporte de US$ 100 milhões da United, elevando sua participação de 2% para mais de 8%. Isso remove barreira regulatória chave na reestruturação.

A decisão veio em sessão do tribunal do Cade nesta quarta-feira. A transação envolve subscrição de ações da Azul, incluindo American Depositary Shares, via oferta pública primária.

Para a American, o investimento visa 8,5% de participação, atrelado diretamente ao plano de Chapter 11.

Acordo Adicional com Credores e Warrants Extras

A Azul também firmou acordo com credores para mais US$ 100 milhões no ERO. Além disso, celebrou subscrições de warrants com United e credores.

Caso exercidos, podem adicionar até US$ 15 milhões da United e US$ 10 milhões dos credores, totalizando potencial extra de US$ 25 milhões.

Todos os investimentos dependem de condições como eficácia do plano, conclusão do ERO e aprovações regulatórias.

A fonte original é o Estadão e um link para a matéria original.

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