A Ambipar está movendo peças estratégicas para viabilizar seu plano de recuperação judicial, focando no pagamento de credores externos que lideram as negociações da companhia no momento atual.

O plano envolve a utilização de pré-precatórios federais bilionários, que foram recebidos em substituição a investimentos anteriores feitos pela empresa em CDBs do Banco Master antes de sua liquidação.

Para garantir que a estratégia funcione, a companhia busca confirmar sua titularidade exclusiva sobre esses ativos na Justiça do Rio de Janeiro, conforme divulgado pelo Estadão.

Como a Ambipar pretende usar os pré-precatórios na recuperação judicial

Conforme apurado, a Ambipar detinha cerca de R$ 700 milhões em CDBs do Banco Master em um fundo até pouco antes da liquidação. Esses papéis foram substituídos por pré-precatórios federais de R$ 1,2 bilhão.

A origem dos créditos bilionários

Esses títulos referem-se a uma cessão feita pelo fundo Albali FIM para o Ásia FIDC, onde a Ambipar é única cotista. Os créditos estão vinculados a processos judiciais envolvendo usinas de energia antigas.

A disputa envolve o Instituto do Açúcar e do Álcool, criado nos anos 80 para regular preços. As usinas questionam perdas financeiras causadas pelos valores praticados pelo governo naquela época.

O desafio da valorização dos ativos

Especialistas do mercado de precatórios avaliam que esses títulos possuem baixa atratividade. A Justiça passou a exigir comprovação de prejuízo individualizado, o que é difícil para documentos tão antigos.

Mesmo com o ceticismo do mercado, fontes próximas à empresa acreditam que seja possível vender os direitos creditórios por R$ 500 milhões, ajudando a abater uma fatia significativa da dívida atual.

A disputa judicial pela titularidade

No recurso encaminhado recentemente, a Ambipar alega que a urgência decorre de risco concreto ao projeto de soerguimento. A indefinição sobre o ativo pode impactar o pagamento das obrigações do grupo.

O pedido de ofício ao liquidante foi inicialmente rejeitado pela 3ª Vara Empresarial do Rio. A Justiça entendeu que o pleito era estranho ao processo, mas a empresa decidiu recorrer para garantir o plano.

Expectativas para a assembleia de credores

O plano de recuperação já recebeu o apoio da maioria dos credores externos. A expectativa é que a assembleia geral para a votação definitiva do acordo ocorra ainda durante o mês de agosto deste ano.

A fonte original é o Estadão.

You May Also Like
BC vê pouco empenho de Ibaneis no socorro ao BRB e avalia ‘todas as opções’ para lidar com o banco

Rombo de R$ 5,5 bilhões no DF ameaça Ibaneis Rocha e pode causar inelegibilidade; veja os detalhes

Tribunal de Contas aponta rombo no DF e contas de Ibaneis Rocha podem ser rejeitadas após descoberta de despesas ocultas
Agrishow: ‘Juros beiram a extorsão e produtor caminha para perder terra para banco’, diz secretário

Crise no campo: Secretário de Agricultura aponta risco de perda de terras e critica juros elevados que afetam o produtor rural brasileiro

O cenário de endividamento no agronegócio e a polêmica sobre o crédito federal dominam as discussões durante a 31ª edição da Agrishow
Japão inicia liberação de reservas estratégicas de petróleo

Japão inicia liberação de reservas estratégicas de petróleo

Petróleo e gás disparam; Bolsas operam em queda após ataques ao Irã…
Caso Master: Justiça dos EUA marca audiência para decidir sobre busca de ativos de Vorcaro no país

Caso Master: Justiça dos EUA marca audiência para decidir sobre busca de ativos de Vorcaro no país

Daniel Vorcaro e Paulo Henrique entram em contradição sobre carteira de créditos…