O cenário energético global foi recentemente abalado por novos anúncios sobre as riquezas naturais da Venezuela. O país vizinho afirma deter os maiores depósitos de combustível fóssil do mundo.

No entanto, uma nuvem de incerteza paira sobre os números oficiais apresentados pelo governo venezuelano. Analistas internacionais apontam sérias discrepâncias que podem mudar a geopolítica.

A discussão ganhou novos capítulos após a intervenção direta de Donald Trump em negociações bilionárias que prometem transformar o setor energético, conforme divulgado pelo Estadão.

O mistério em torno das reais reservas de petróleo venezuelanas

A Venezuela afirma possuir 303,7 bilhões de barris de reservas de petróleo comprovadas, mas especialistas questionam se esses números são de fato recuperáveis nas condições atuais de mercado.

Segundo seis analistas renomados, o total que pode ser efetivamente extraído estaria entre 60 bilhões e 120 bilhões de barris, o que deixaria o país atrás da Arábia Saudita no ranking global.

O impacto do acordo com Donald Trump

A controvérsia aumentou após Donald Trump anunciar um acordo para controlar 65 bilhões de barris das reservas venezuelanas, visando reduzir os preços da gasolina e recompor estoques.

No entanto, especialistas acreditam que o acordo foca em campos quase esgotados. “Não podemos acreditar nesses 65 bilhões. É impossível”, afirmou Evanan Romero, ex-funcionário do setor energético.

Luisa Palacios, da Universidade Columbia, suspeita que o volume represente apenas o petróleo no subsolo, e não reservas de petróleo comprovadas, que exigem viabilidade técnica de extração.

Dados inflados desde a era Hugo Chávez

As dúvidas sobre as estatísticas oficiais remontam ao governo de Hugo Chávez. Em 2011, a estatal PDVSA revisou suas taxas de recuperação sem explicações, dando um salto artificial nos dados.

Francisco Monaldi, da Universidade Rice, acredita que as estatísticas estão infladas por um fator de quase três, o que gera desconfiança entre investidores que avaliam o mercado energético.

Dificuldades técnicas e a influência da Opep

O petróleo da Faixa do Orinoco é extremamente viscoso e difícil de extrair. Isso exige tecnologias avançadas e investimentos bilionários, algo escasso em um país marcado por instabilidades.

Mesmo com as ressalvas, a Opep mantém a Venezuela no topo de seu ranking mundial. O número é usado para respaldar empréstimos da China e da Rússia, apesar da falta de transparência total.

A fonte original é o Estadão e você pode conferir todos os detalhes na matéria original acessando este link.

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