O Ministério da Agricultura confirmou a detecção de um foco da Doença de Newcastle em uma produção comercial de perus em Nova Itaberaba, no oeste de Santa Catarina. A notícia foi divulgada oficialmente nesta segunda-feira.
Diferente de outros casos, este foi identificado por meio de vigilância ativa, o que indica que o sistema de defesa agropecuária está funcionando de forma preventiva. O foco já está sob controle, seguindo os protocolos nacionais.
As autoridades reforçam que não há motivo para pânico em relação ao abastecimento ou à saúde humana. Conforme divulgado pelo Estadão, o consumo de produtos avícolas inspecionados permanece totalmente seguro para a população.
Entenda o impacto da Doença de Newcastle na produção nacional
O ministro da Agricultura, André de Paula, destacou que a identificação precoce demonstra a robustez da fiscalização brasileira. Segundo ele, a descoberta não partiu de uma suspeita clínica, mas de um monitoramento rotineiro.
“Não foi fruto de uma suspeita, foi fruto de uma vigilância ativa que prova a eficiência do sistema agropecuário”, afirmou o ministro durante entrevista. Este é o segundo registro da Doença de Newcastle em solo brasileiro este ano.
O primeiro caso ocorreu em julho, no Rio Grande do Sul, e foi rapidamente controlado em menos de dez dias. As suspeitas na época estavam ligadas às enchentes que atingiram o estado gaúcho, alterando o ambiente sanitário.
Medidas de controle e eliminação do foco em Santa Catarina
O governo já iniciou os procedimentos para a eliminação do vírus na propriedade afetada. As medidas incluem o abate sanitário das aves, além da limpeza profunda e desinfecção minuciosa de toda a estrutura da granja.
Segundo o diretor Allan Alvarenga, a vigilância será estendida para outras 133 granjas localizadas na região de restrição. Municípios como Nova Erechim, Coronel Freitas e Águas Frias também entraram no radar de monitoramento.
A propriedade em Nova Itaberaba abriga cerca de 6 mil perus e está com a movimentação suspensa. O objetivo é garantir que o vírus não se espalhe para outras áreas produtivas do estado, que é um grande exportador.
Segurança alimentar e ausência de riscos ao consumidor
Um ponto crucial destacado pelas entidades do setor, como a ABPA, é que a ocorrência não apresenta manifestação clínica. Isso significa que o vírus foi detectado, mas as aves não chegaram a ficar doentes ou apresentar sintomas.
As associações enfatizam que esta é uma questão de sanidade animal restrita ao ambiente de produção. “Não há qualquer relação ou risco no consumo do produto”, afirmaram em nota conjunta as principais lideranças da avicultura.
Alvarenga reforçou essa tranquilidade para o mercado interno e externo. “Não existe risco para a população consumir os produtos. Nenhum risco está associado ao consumo desses produtos”, garantiu o diretor técnico do Ministério.
Prazo para a retomada do status de área livre
Para que o Brasil recupere o status internacional de área livre da Doença de Newcastle perante a OMSA, será necessário aguardar um período de 90 dias após a conclusão de todos os procedimentos de limpeza e desinfecção.
Durante esse intervalo, o monitoramento sanitário será intenso. Serão realizados dois períodos de incubação de 21 dias cada, totalizando 42 dias de acompanhamento rigoroso nas granjas vizinhas para assegurar a erradicação local.
O Brasil já pleiteia junto aos órgãos internacionais a redução desse prazo de espera, mas as regras atuais ainda exigem os três meses. A transparência no envio de dados busca minimizar os impactos nas exportações brasileiras de proteína animal.
A fonte original desta notícia é o Estadão, e você pode conferir os detalhes completos na matéria original em: Estadão | Agricultura confirma foco de Doença de Newcastle.







