O Senado Federal vota nesta quarta-feira um tema que mexe diretamente com o bolso e a rotina de milhões de brasileiros. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1 ganha força em Brasília.
A medida propõe reduzir a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas, mudando drasticamente a dinâmica de descanso no país. O projeto, que já passou pela Câmara, agora enfrenta o escrutínio final dos senadores.
Além da redução de horas, o texto traz detalhes cruciais sobre salários e compensações para pequenos empresários. Entenda agora os principais pontos dessa mudança histórica, conforme divulgado pelo Estadão.
O que muda com o fim da escala 6×1 e a nova jornada de trabalho
Transição para 40 horas e folgas semanais
O texto reduz a carga horária de 44 para 40 horas semanais. A PEC propõe uma transição, primeiro, haveria uma redução para 42 horas dois meses após a publicação da emenda. Um ano depois, ocorre nova queda até chegar às 40 horas.
Quem já trabalha 40 horas não terá redução automática, mas será beneficiado pelas novas regras de descanso. O projeto estabelece dois dias de descanso remunerado por semana, sendo um deles preferencialmente aos domingos.
A escala 6×1 deixa de ser a regra geral. Acordos coletivos poderão estabelecer normas específicas, desde que garantam, na média, dois dias de repouso por semana no mês e ao menos uma folga a cada semana trabalhada.
Manutenção de salários e negociações coletivas
Um dos pontos centrais da proposta é que não pode haver redução de salário em decorrência da diminuição da jornada. Essa vedação é absoluta e inclui, inclusive, os pisos salariais estabelecidos para cada categoria profissional.
A PEC do fim da escala 6×1 também prevê que a jornada diária mantenha o limite de oito horas. Existe a possibilidade de compensação de horários, mas isso dependerá estritamente de negociação coletiva entre sindicatos e empresas.
Cláusulas de contratos atuais que entrem em conflito com as novas regras perderão o efeito dois meses após a publicação da emenda. Isso força uma rápida adaptação do mercado de trabalho às novas exigências constitucionais.
Medidas para MEIs e regras para alta renda
Para equilibrar os custos, um projeto paralelo busca criar medidas compensatórias para microempreendedores individuais (MEIs). O plano é aumentar o limite de faturamento anual e permitir a contratação de mais um funcionário.
Funcionários de alta renda, com diploma superior e salário acima de 2,5 vezes o teto do INSS, poderão ficar fora do controle de jornada. No entanto, o direito ao descanso semanal de dois dias permanece intacto para esses profissionais.
As novas regras não afetam os empregados públicos, focando principalmente no setor privado. A mudança entra em vigor de forma escalonada, permitindo que as empresas ajustem seus quadros de funcionários e escalas de serviço.
A fonte original desta notícia é o Estadão, e você pode conferir todos os detalhes na matéria completa acessando o link: Estadão | O que muda com o fim da escala 6×1.







