O cenário político em Minas Gerais ganha novos contornos com as recentes declarações do governador eleito, Cleitinho Azevedo. Em meio às expectativas sobre sua gestão, o foco se volta agora para as estratégias econômicas e sociais do estado.
Entre os pontos mais aguardados, a postura em relação às estatais e a formação do novo secretariado ocupam o centro do debate. As decisões tomadas agora podem impactar diretamente o bolso dos mineiros e o futuro de grandes empresas públicas.
Em entrevista recente, o novo gestor detalhou suas prioridades, incluindo a manutenção de ativos públicos e a busca por parcerias estratégicas com a União, conforme divulgado pelo Estadão.
Planos de Cleitinho Azevedo para a Cemig e a conta de energia
Cleitinho Azevedo, eleito pelo Republicanos, foi enfático ao descartar a privatização da Cemig. Segundo ele, a companhia é lucrativa e deve cumprir sua função social de servir aos cidadãos mineiros com eficiência.
A proposta central é utilizar os recursos excedentes da empresa para subsidiar a conta de energia da população. Ele critica o uso de estatais em barganhas políticas e reforça que terá zelo pelo patrimônio mineiro.
“Por que não pega o dinheiro que sobra da Cemig e vai subsidiar a conta de energia da população, já que ela está ali para servir o Estado? Não tem que pegar uma estatal que dá lucro e fazer barganha com ela”, afirmou o governador.
Formação do secretariado e diálogo político
Sobre a montagem do governo, Cleitinho Azevedo planeja iniciar as discussões nesta semana. Embora priorize uma equipe técnica, ele não descarta indicações partidárias, desde que os nomes possuam currículo e competência.
O governador eleito demonstrou abertura para conversar com diversos partidos e até mesmo com antigos adversários de campanha. Um exemplo citado foi Flávio Roscoe, que ficou em terceiro lugar na disputa estadual de Minas Gerais.
“Desde que tenha currículo, desde que o indicado seja uma pessoa competente, eu não vejo problema nenhum. O que eu não vou fazer é barganha com o secretariado, inclusive com as estatais”, garantiu o futuro gestor.
Relação com o Governo Federal e prioridades estaduais
Independente de quem ocupar a presidência, Cleitinho Azevedo destacou que o diálogo com Brasília será uma prioridade absoluta. Ele citou temas urgentes como a dívida de Minas, a saúde pública e a situação das estradas.
O gestor afirmou que ligará para o presidente eleito logo após o pleito para tratar dos interesses do estado. Ele reforça que parcerias com a União são essenciais para a execução de políticas públicas eficientes em Minas Gerais.
“Que seja o Flávio Bolsonaro, que seja o Lula, minha primeira ação como governador do Estado é ligar para o presidente eleito, para a gente falar sobre Minas Gerais”, disse Azevedo, sinalizando uma postura administrativa.
Transição e continuidade de projetos
Cleitinho Azevedo também mencionou que a transição com o atual governo já começou. Ele pretende avaliar o que tem funcionado bem na administração de Mateus Simões para dar continuidade, promovendo melhorias pontuais.
Com mais de 6 milhões de votos conquistados no primeiro turno, o governador eleito busca consolidar uma gestão equilibrada. O foco permanece em resultados práticos que melhorem a vida do cidadão e garantam o desenvolvimento.
A fonte original desta notícia é o Estadão, que detalha os primeiros passos do novo governo mineiro. Você pode conferir a matéria completa no site oficial do Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.







