O mercado imobiliário corporativo da cidade de São Paulo está entrando em uma fase vibrante, impulsionado pela alta demanda por espaços modernos em áreas nobres e pela valorização acelerada dos contratos.
Segundo dados da consultoria CBRE, a combinação de baixa vacância e aluguéis em ascensão criou o ambiente perfeito para o início de um novo ciclo de investimentos em escritórios na capital paulista.
Esse movimento ganha força com a retomada definitiva das atividades presenciais por grandes corporações, que buscam infraestrutura de ponta e localização privilegiada, conforme divulgado pelo Estadão.
O impacto da alta procura no mercado imobiliário de luxo
A atratividade para novos empreendimentos predomina em bairros onde a demanda é alta e faltam opções, como Itaim, Faria Lima e Pinheiros. Nessas regiões, os investidores encontram um cenário de escassez.
“O preço do aluguel já está começando a justificar o investimento em novos projetos nessas regiões”, afirmou o presidente da CBRE, Adriano Sartori, destacando que a viabilidade financeira está sendo retomada.
Na Faria Lima, a falta de espaços vagos fez o valor de novos aluguéis ultrapassar a marca de R$ 350 ou R$ 400 por metro quadrado, o que ajuda a destravar novos negócios no setor imobiliário.
Gigantes do mercado abandonam o trabalho remoto
O que tem puxado a busca por áreas em prédios corporativos é a redução drástica do home office. Empresas de grande porte, que demandam áreas extensas, estão voltando a ocupar os grandes centros empresariais.
Entre os exemplos recentes, o Itaú Unibanco alugou 91,4 mil m² no Complexo Esther Towers, enquanto o Nubank ocupou 50 mil m² em outros edifícios. A Bayer também garantiu 16 mil m² no Alto das Nações.
“As empresas estão voltando ao escritório”, ressaltou o diretor sênior de locação da CBRE, Felipe Giuliano, apontando que esse movimento é o principal motor para a queda da vacância na cidade de São Paulo.
Próximos lançamentos e a escassez de oferta
Atualmente, a vacância geral na capital paulista caiu para 15,1%, bem abaixo do pico de 22% registrado na pandemia. Em prédios de padrão Triple A, o índice é ainda mais impressionante, atingindo apenas 9,8%.
Para atender essa demanda, novos projetos estão sendo desenhados. As incorporadoras Lucio e Bolsa de Imóveis investem em prédios para 2028, enquanto o Campus JK será a nova sede do Santander com 40 mil m².
Há poucos projetos em desenvolvimento e muitos já possuem contratos assinados antes da entrega. Dos prédios previstos para 2027, cerca de 29% da área total já está pré-locada, o que pressiona os preços para cima.
Desafios econômicos e o futuro do setor
Apesar do otimismo, os empreendedores precisam lidar com custos elevados de construção e financiamento. A viabilidade dos projetos depende da manutenção da tendência de alta nos valores de locação nos próximos meses.
Sartori pondera que a melhora do cenário macroeconômico, com juros mais baixos, seria o gatilho final para consolidar o novo ciclo de investimentos em escritórios e atrair ainda mais capital para o mercado nacional.
Com poucas entregas previstas e uma fila de empresas querendo retornar ao regime presencial, a expectativa é de que o mercado continue aquecido, favorecendo proprietários e investidores que possuem ativos bem localizados.
A fonte original desta notícia é o Estadão.




