O Brasil está diante de uma oportunidade histórica que pode mudar o rumo da sua economia nos próximos anos. O avanço tecnológico promete ganhos bilionários, mas o tempo para agir é limitado.
Um levantamento recente mostra que, embora as empresas brasileiras estejam ansiosas para inovar, muitas ainda operam de forma desconectada e sem uma estratégia clara de execução.
O debate sobre a modernização do Estado e do setor privado ganhou força com o projeto Brasil Adiante, que propõe soluções práticas, conforme divulgado pelo Estadão.
Os desafios e as promessas da inteligência artificial na economia brasileira
O potencial de impacto da inteligência artificial é enorme, podendo somar até R$ 986 bilhões ao PIB brasileiro até 2030. Esse valor equivale a cerca de 7,6% da projeção econômica para o ano de 2026.
O Brasil possui ativos valiosos, como um setor financeiro digitalizado e o Gov.br, que conta com 160 milhões de usuários. Esse ecossistema é solo fértil para startups de tecnologia global.
Oportunidades no setor público e privado
No setor público, a inteligência artificial já ajuda prefeituras a reduzirem gastos operacionais em até 30%. No entanto, apenas uma em cada dez cidades brasileiras utiliza essa tecnologia hoje.
A tecnologia que poderia transformar a gestão pública já existe e funciona perfeitamente. O que falta, na verdade, não é a ferramenta em si, mas a decisão política e estratégica de usá-la.
No setor privado, 100% das grandes empresas de tecnologia já implementaram automação. Contudo, quase metade delas opera com projetos isolados, o que impede uma transformação digital completa.
Os gargalos da infraestrutura e do talento
A aceleração sem estrutura pode gerar o oposto do esperado. O Brasil investe menos de 1,2% do PIB em pesquisa e desenvolvimento, metade do que gastam outras economias desenvolvidas atualmente.
Além disso, o acesso à internet de qualidade é desigual no interior do país. Uma tecnologia que funciona apenas nos grandes centros não promove transformação, mas apenas concentração de recursos.
O maior entrave, porém, é o talento humano. O país forma profissionais de tecnologia em volume insuficiente. Sem pessoas treinadas, sistemas caros e poderosos acabam se tornando riscos operacionais.
Cultura organizacional e transição humana
Implementar IA no governo sem cuidar das pessoas é apenas trocar o papel pelo digital. A ineficiência apenas muda de lugar se a cultura da burocracia não for atacada diretamente pelas lideranças.
A experiência mostra que o sucesso depende da clareza sobre qual problema a tecnologia vai resolver. Projetos que focam apenas na compra da ferramenta, sem foco em resultados, tendem a falhar.
O exemplo do Piauí com o sistema SoberanIA mostra que começar pequeno e escalar com base em evidências funciona. O segredo é a capacitação de mão de obra antes mesmo da instalação dos sistemas.
A fonte original desta notícia é o Estadão, e você pode conferir todos os detalhes na matéria completa através deste link.



