O impasse em torno da Usina Nuclear Angra 3 ganhou novos capítulos dramáticos nesta semana. O Tribunal de Contas da União (TCU) subiu o tom contra a paralisia do governo federal no projeto.

A falta de uma decisão definitiva sobre a retomada das obras já resultou em um desperdício bilionário para os cofres públicos. Ministros da Corte não pouparam adjetivos para o cenário atual.

O órgão determinou a abertura de um processo de acompanhamento para monitorar o projeto estratégico, que é visto como vital para a segurança energética, conforme divulgado pelo Estadão.

A paralisia de Angra 3 e o impacto bilionário no Brasil

O festival de horrores nas contas públicas

Durante uma sessão plenária, o presidente do TCU, Vital do Rêgo Filho, classificou a situação como um “festival de horrores”. Ele destacou que o tribunal deve atuar como indutor do desenvolvimento.

A demora do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) em decidir o futuro da usina contribuiu para o desperdício de R$ 2 bilhões nos últimos dois anos apenas com a manutenção da estrutura.

Gastos mensais e o aluguel sem retorno

“O Brasil está se dando ao luxo de não decidir, e não decidir significa aumentar a dívida e o investimento necessário para retomada de Angra 3 a cada ano por um valor muito substancial”, disse Benjamin Zymler.

Técnicos do governo Lula revelam frustração com os gastos. O custo da obra parada funciona como um “aluguel sem retorno”, girando em torno de R$ 100 milhões mensais para manter equipamentos e canteiro.

Importância estratégica para o sistema elétrico

Angra 3 possui uma potência estimada de 1.405 megawatts (MW). Defensores afirmam que ela é crucial para garantir a segurança operativa, oferecendo energia limpa e firme ao sistema elétrico nacional.

Diferente das fontes solar e eólica, que são intermitentes, a nuclear fornece suprimento constante. Isso é fundamental para atender demandas crescentes, como a dos novos data centers no país atual.

Críticas à governança e mudança de controle

Parte do atraso é justificada pela mudança de controle da Eletronuclear. O processo envolveu a saída da Axia Energia e a entrada da Âmbar Energia, trâmite que já foi devidamente formalizado pela gestão.

Apesar disso, o ministro Antonio Anastasia classificou a demora como um “pavor”, enquanto Augusto Nardes apontou a carência de uma boa governança em temas centrais do setor de energia elétrica.

A fonte original deste conteúdo é o Estadão, e você pode conferir todos os detalhes na matéria original clicando neste link.

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