O Brasil caminha para um momento decisivo em sua trajetória financeira, com sinais de alerta acesos para os próximos anos. Economistas renomados apontam que o cenário atual esconde fragilidades perigosas.
A preocupação central gira em torno da sustentabilidade fiscal e da capacidade do país de manter o crescimento diante de juros elevados e dívida crescente. O clima entre os especialistas é de cautela máxima.
A discussão sobre os rumos da produtividade e os erros de gestão do passado volta ao centro do debate nacional, trazendo incertezas sobre o futuro do país, conforme divulgado pelo Estadão.
O perigo da desaceleração na economia brasileira para os próximos anos
Desaceleração contratada e o impacto dos juros altos
Os economistas Marcos Lisboa e Solange Srour manifestaram forte pessimismo com o futuro financeiro do país. Para eles, o Brasil já possui uma desaceleração da atividade econômica contratada para 2027.
Solange Srour, diretora do UBS Global Wealth Management, destaca que o cenário de juros elevados e inadimplência alta impede a continuidade do crescimento. Segundo ela, o comprometimento da renda está em patamares críticos.
“Estou muito preocupada. Estava conversando com o Marcos sobre a desaceleração contratada da economia, porque, com esse juro alto, inadimplência elevada, não tem como a economia continuar crescendo”, afirmou Solange.
Crise fiscal e o fantasma de governos passados
Marcos Lisboa, sócio-diretor da Gibraltar Consulting, expressou preocupação com a reação do governo às dificuldades futuras. Ele comparou a visão econômica atual a modelos que resultaram em crises graves no passado.
Para Lisboa, o Brasil insiste em uma visão dos anos 1950, baseada em proteger a economia nacional e evitar a concorrência externa. Ele afirma que essa postura gera contrapartidas de crises fiscais severas para a população.
“Nada mais parecido com a gestão Dilma Rousseff do que foi o governo Geisel. Ambos resultaram em crises graves. Essa visão de economia tem uma contrapartida de crises fiscais severas”, analisou o economista.
Produtividade estagnada e os desafios da educação
Além da questão fiscal, a baixa eficiência da educação brasileira é vista como um entrave para o desenvolvimento. O país estaria atrasado em relação aos seus pares emergentes e até mesmo países desenvolvidos.
Lisboa ressalta que o Brasil é um dos países mais ineficientes com o aprendizado. A falta de debate sobre processos educacionais impede que a nação avance para o grupo seleto das economias consideradas ricas.
“O Brasil está muito atrasado. O Brasil é um dos países mais ineficientes com a educação. E a gente não consegue discutir processos de aprendizado”, destacou Marcos Lisboa durante o debate sobre os desafios econômicos.
A necessidade urgente de integração global
Solange Srour defende que a abertura comercial é o caminho para o sucesso econômico, citando exemplos de países do Leste Europeu. Para ela, essa agenda estratégica depende muito mais do Executivo do que do Congresso.
Sem um choque de confiança e um ajuste fiscal crível, a inflação pode se tornar o pior imposto para o cidadão comum. O cenário internacional favorável atual pode não durar para sempre, alertam os especialistas no debate.
“A diferença de todos os países que tiveram sucesso, inclusive no Leste europeu, foi a integração. E essa agenda da abertura comercial não depende tanto do Congresso, depende do Executivo”, concluiu Solange.
A fonte original é o Estadão e você pode ler a matéria completa aqui: https://www.estadao.com.br/economia/cenario-preocupa-e-brasil-tem-desaceleracao-contratada-em-2027-dizem-marcos-lisboa-e-solange-srour/







