O Nubank está dando passos ambiciosos para se tornar uma potência global no setor financeiro. Recentemente, surgiram informações sobre uma possível aquisição de um dos maiores nomes do setor bancário digital na Europa.
As negociações, embora em estágio inicial, envolvem cifras astronômicas e podem reposicionar a instituição brasileira frente a gigantes mundiais. A movimentação reflete a busca por novos mercados e estabilidade econômica.
A notícia sobre os planos de expansão e a possível compra do banco britânico foi confirmada por veículos internacionais de renome, conforme divulgado pelo Estadão.
Entenda os detalhes da expansão internacional do Nubank com a compra do banco digital Monzo
O Nubank avançou em seus planos estratégicos e iniciou conversas preliminares para adquirir o banco digital Monzo, do Reino Unido. O valor da transação pode chegar a 10 bilhões de libras, cerca de R$ 70 bilhões.
A operação seria realizada por meio de uma combinação de dinheiro e ações. Para auxiliar no processo, o Monzo já teria contratado os bancos Morgan Stanley e Qatalyst, além do escritório de advocacia Slaughter e May.
Negociação bilionária no mercado europeu
O Monzo conta hoje com 16 milhões de clientes e registrou uma receita de 1,7 bilhão de libras em 2025. A instituição é uma das principais concorrentes do Revolut no disputado cenário das fintechs europeias.
Recentemente, o banco britânico passou por mudanças na gestão e encerrou suas atividades nos Estados Unidos. Mesmo assim, apresentou lucro antes de impostos de 172,6 milhões de libras, atraindo os olhos do Nubank.
Diversificação e redução de riscos econômicos
Para analistas do Citi, a aquisição seria transformacional, pois permitiria ao Nubank uma diversificação imediata em mercados desenvolvidos. Isso reduziria a dependência de moedas como o real e o peso mexicano.
A estratégia também busca aproveitar a tecnologia de crédito do banco brasileiro em uma base de usuários considerada fiel. A expansão internacional do Nubank visa garantir maior estabilidade diante da volatilidade de países emergentes.
Desafios regulatórios e novas lideranças no banco
Apesar do otimismo, o Citi alerta para o risco elevado de execução. Segundo os analistas, integrar operações em diferentes regimes macroeconômicos atrai um olhar mais rígido dos órgãos reguladores do Reino Unido.
O banco afirma que “integrar operações bancárias transfronteiriças em regimes macroeconômicos distintos tende a atrair maior escrutínio regulatório”, o que exige gastos maiores com conformidade e vigilância constante.
Para sustentar essa nova fase, o Nubank reforçou sua cúpula com nomes como Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central, e Robert Livingston. A cofundadora Cristina Junqueira segue à frente da liderança de expansão.
A fonte original é o Estadão.







