O avanço tecnológico está prestes a mudar drasticamente o cenário financeiro nacional, trazendo números que impressionam até os mais otimistas nos próximos anos.
Um novo levantamento aponta que a integração de ferramentas modernas no dia a dia corporativo será o grande diferencial para o salto de crescimento do Produto Interno Bruto.
A economia brasileira deve receber um reforço bilionário nos próximos anos impulsionada pela inovação constante, conforme divulgado pelo Estadão.
O impacto da inteligência artificial no Produto Interno Bruto brasileiro
A inteligência artificial tem o potencial de adicionar impressionantes R$ 986,7 bilhões à economia brasileira até o ano de 2030, conforme aponta um estudo da OpenAI.
O levantamento, realizado pelo centro de pesquisa Reglab, analisou como o aumento da produtividade e o uso da tecnologia em máquinas podem transformar a realidade financeira do país.
Os dados revelam que o maior ganho virá da parceria direta entre humanos e máquinas, sendo responsável por 65% desse crescimento projetado para a próxima década.
Os setores que mais vão lucrar com a tecnologia
A indústria de transformação lidera as projeções com um ganho estimado de R$ 264,2 bilhões, seguida de perto pelo setor de serviços e pelo comércio varejista nacional.
Na administração pública e nas atividades financeiras, o impacto será sentido principalmente através de trabalhadores que utilizam recursos de inteligência artificial para agilizar tarefas.
Já em setores como a agropecuária e a construção civil, o ganho de capital virá através de maquinários inteligentes e processos automatizados que otimizam a produção no campo e nas obras.
A curva de crescimento e os desafios da regulação
O crescimento não será imediato, seguindo uma tendência onde a adoção começa lenta, passa por uma subida forte e depois se estabiliza no mercado nacional, dizem os pesquisadores.
“Nós não vamos sentir um impacto de forma tão bruta, como, por exemplo, seria um impacto de uma crise econômica aguda”, afirma Pedro Henrique Ramos, diretor executivo do Reglab.
A previsão depende do cenário atual de regulação, pois regras que dificultem a inovação nas empresas podem alterar drasticamente essas estimativas positivas até o final desta década.
O gargalo do preparo nas empresas nacionais
Apesar do entusiasmo, a governança de dados e o letramento das pessoas em tecnologia ainda são gargalos importantes para que as empresas brasileiras consigam realmente inovar.
Um estudo da Deloitte com executivos mostrou que o apetite do Brasil pela tecnologia é maior que sua preparação, com apenas 23% das empresas conseguindo extrair valor real dos novos recursos.
Atualmente, o nível de maturidade digital no país é de 2,7 em uma escala de 0 a 5, indicando que o mercado brasileiro já superou a fase de testes e busca agora a estabilização.
A fonte original é a Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.






