O governo do Distrito Federal iniciou uma ofensiva técnica para destravar um financiamento bilionário. O objetivo central é obter os recursos necessários para garantir a recuperação financeira da instituição bancária local.

A governadora Celina Leão aposta em resultados fiscais de 2026 para provar a solvência do ente federativo. A movimentação busca reverter a desconfiança de órgãos reguladores e do próprio Ministério da Fazenda.

O plano detalha uma virada nas contas públicas que pode mudar o rumo das negociações nos próximos dias. Tudo isso ocorre em meio a tensões políticas, conforme divulgado pelo Estadão.

Estratégia para o empréstimo para salvar o BRB

A administração distrital pretende apresentar dados parciais das contas de 2026 para convencer a União e as instituições bancárias. O montante de R$ 6,6 bilhões visa cobrir o rombo deixado pelo Banco Master no BRB.

A tática consiste em demonstrar que o DF possui plenas condições de pagar o financiamento, mesmo com a atual nota negativa do Tesouro Nacional. Segundo a Secretaria de Economia, a projeção de déficit foi revertida com sucesso.

O secretário Valdivino de Oliveira afirmou que o DF pode atingir um superávit de R$ 6 bilhões. Para ele, se o governo trabalhar com seriedade, num exercício só ele é capaz de gerar um superávit de mais de 70% ou 80% da operação.

Desafios com o Tesouro Nacional

Atualmente, o Distrito Federal possui nota Capag C no Tesouro Nacional, o que impede o aval direto da União para novos créditos. No entanto, a gestão local acredita que os números de 2026 permitem uma avaliação excepcional.

O objetivo da equipe econômica é fechar o ano de 2026 com uma nota A+. A governadora Celina Leão defende que, para efeitos jurídicos, o uso do indicador parcial de capacidade de pagamento é válido para viabilizar o acordo.

O principal indicador positivo foi a poupança corrente, com despesas somando 93,95% da receita em julho. Há dois anos, esses gastos ultrapassavam o limite constitucional de 95%, dificultando qualquer tentativa de empréstimo para salvar o BRB.

Conflitos políticos e a reunião no STF

Uma reunião crucial está marcada no Supremo Tribunal Federal para o dia 13. O encontro servirá para discutir o socorro financeiro sem o aval direto do Tesouro, utilizando garantias de bancos públicos e privados no processo.

O clima é de tensão, já que o ministro da Fazenda, Dario Durigan, negou inércia federal, mas criticou a falta de um plano crível. Celina Leão rebateu, afirmando que o governo federal está fazendo avaliações e falas políticas.

A governadora ressaltou que sua gestão assumiu um rombo de quase R$ 5 bilhões e implementou um choque de gestão rigoroso. Agora, ela busca concluir o empréstimo para salvar o BRB para estabilizar o cenário econômico da capital.

A matéria original foi publicada pelo Estadão e pode ser acessada através do link: Estadão | As Últimas Notícias do Brasil e do Mundo.

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